Síndrome de Amélie Poulain
Enviado em 17 de Dezembro de 2006
Publicado por Andréa Alves | Enviar por e-mail
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Descobri Amélie! Doce Amélie, tão doce quanto a vida deveria ser.
Sinto-me agora uma Amélie, à procura de algum sentido na vida, sinto que também posso ter “um fabuloso destino”, apenas sinto porque não sei por onde começar, talvez deva arrancar azulejo por azulejo de meu banheiro, procurando uma caixinha velha que pertencera a um menino dos anos 50, talvez meu marco de partida seja outro.
Perdida…perdida como uma criança no parque, perdida como uma criança que observa as nuvens com seus formatos diversos.
Tranco-me em meu mundo, criei meu próprio mundo onde tudo é decidido por mim, onde não acontecem surpresas, onde sou a personagem principal, concordo que são poucos os personagens nesse meu mundo, mas quem se importa? Eu me importo!
Estou presa em meu próprio mundo, eu o criei e agora não consigo sair, criador e criatura travam um duelo interno, tento achar a caixinha que me mostrará a saída, mas não acho, não sei como achá-la.
Olho nos olhos de Amélie e vejo meus próprios olhos, curiosos por saber o que me aguarda, curiosos por descobrir esse fantástico mundo que gira ao redor do meu, olhos vivos, olhos puros, olhos infantis, olhos tristes de uma infância perdida.
Amélie, minha Pollyanna francesa dos anos 90, diferente da inglesinha loira, mas com o mesmo objetivo, ajudar as pessoas, fazê-las feliz, cada uma da sua maneira, cada uma no seu tempo, mas ajudando as pessoas a procurarem a felicidade.
Será esse o segredo da felicidade? Fazer o bem sem olhar a quem? Já estou cheia de ser boazinha, já estou cheia de ajudar sem nunca ter uma mão estendida a me ajudar. Não quero mais ser boa, mas também não quero ser má, quero que me ajudem, quero gratidão, que ser o que sou, mas quero ser o que sou na versão feliz.
Olho ansiosa para o mundo e procuro nele a solução de tudo, procuro a felicidade, procuro o amor, procuro o meu fabuloso destino, tal qual Amélie Poulain.
Escrito em 25.05.2005