Quero ser um par… quero ser um casal… quero ser uma dupla… quero ser dois… dois personagens de uma só vida… dois personagens de um romance… dois personagens de um só coração. Cansei da solidão… cansei da falta de cumplicidade… cansei da espera…
Sou praieira… sou guerreira… estou solteira… quero mais o que??? Quero você!!!
Quero um herói só pra mim… quero ser a Louise Lane do Super Homem… quero ser a Pedrita do BamBam… quero ser a Dama do Vagabundo… quero alguém que me ame como se fosse única… que me acorde com um beijo… que olhe nos meus olhos e diga que me quer. Cansei desse coração vazio… cansei desse quase frio… cansei de não poder amar…
“Quanta mulher não comeu o homem que quis, apenas porque ele não podia recusar uma mulher? Uma mulher se tranca com um homem num quarto e diz que ele vai comer ela. Ele tem que comer, a não ser que ela seja o Corcunda de Nôtre Dame. Até mesmo recusar uma mulher obedece a normas, porque é estabelecido o direito de ela se ofender, se a recusa for feita fora das normas. Por exemplo, ‘você é feia, e eu não vou lhe comer’, não se diz uma coisa dessas a uma mulher. (…) Já a mulher pode recusar perfeitamente e mesmo nos piores termos possíveis –‘você nunca, tá?’.”
(Trecho do livro “A Casa dos Budas Ditosos”, de João Ubaldo Ribeiro)
Eis uma verdade que sempre pretendi abordar por aqui, mas invariavelmente me faltavam as palavras. Nada como buscar auxílio com um mestre da sacanagem baiana.
O livro citado –e que ganhou monólogo brilhantemente defendido por Fernanda Torres- é a transcrição de um relato da vida de uma mulher de 68 anos. Se ela existe ou não, pouco importa. Suas observações e devaneios nos atingem de qualquer maneira -como o parágrafo que abre este texto.
Pensei nele porque dia desses o Gaudêncio, um amigo gaúcho da melhor cepa, me contou uma história terrível.
O sujeito é forte, moreno, alto, formado em cinema em Londres e sempre masca um chiclete para deixar o hálito em dia. Dessa maneira, nunca teve problemas com mulheres. Até se enroscar com a Laurinha.
“Laurinha é feia. Tem lá seu valor, sua astúcia e educação, mas é realmente um dragãozinho”, disse o Gaudêncio. “Mesmo assim, terei que fazer amor com ela”, completou o sulista.
Sem entender muito bem, pedi mais uma dose e implorei pelo relato completo. Ele me contou tudo de uma vez, feito aqueles narradores de jogos do Timão.
Disse Gaudêncio que numa dessas imprudências da vida –leia-se: bebida-, ele acabou oferecendo uns beijinhos para a Laurinha. Coisa pouca e boba. Na seqüência, também devido a certa paixão –álcool em excesso-, foram para a casa da pequena. Lá, envolvidos em amor –completamente embriagados-, partiram para as primeiras carícias.
Foi então que Gaudêncio estancou, puxou o freio de mão, sacou a real da parada –ficou sóbrio. Ele jamais poderia fazer aquilo com a Laurinha. Não rolava. Gaudêncio tinha berço, princípios e não era cego. Com a Laurinha não!
Ele culpou a bebida, pegou sua carteira, a cueca que já se instalara num canto, e se mandou. Mas prometeu um novo encontro.
Laurinha não se conformou. E acredita na personagem de João Ubaldo. Para ela, quando uma mulher quer um homem, não tem jeito.
Gaudêncio não sabe mais o que fazer. Inventa desculpas, ressalvas, problemas intestinais, operações arriscadas e avós que morrem como moscas. Mas Laurinha não se importa. Quer e pronto.
“Vou fazer o quê? Falar que não posso porque ela… Ela… Ela é feia? Nunca. Jamais pronunciaria isso para uma mulher. Seria pior. Aí que acabaria com minha existência”, chorou o gaúcho.
Contei para ele do livro do Ubaldo. Não apenas leu como resolveu comer de uma vez por todas a Laurinha. Comprou flores e até reservou mesa em restaurante chique.
Eu sinceramente acho que vi um brilhinho de paixão em seus olhos. Quando contei pra ele sobre minha desconfiança, deu um sorriso e cravou: “Essas mulheres…”.
Aí está. Na guerra dos sexos, os machos perderam essa batalha. As mulheres podem nos rejeitar de todas as formas e jeitos –com crueldade e risinhos. Mas, se elas nos quiserem, os homens têm que manter a postura, a armadura, e enfrentar as arapucas de uma cama.
Essas mulheres…
by Macho Pero No Mucho
(23/01/2007)
Êita vidinha mais ou menos… segundona brava… um puta sol… e eu na praia… rssss. É… depois da tempestade vem a bonanza… é o ciclo da vida… correndo!
Olha que linda paisagem… assustadora… mas linda!!! Se você ainda não teve o prazer de ver a formação de uma tempestade na praia… quando tiver a oportunidade veja! É lindo… perigoso… mas excitante. Você tem medo do perigo??? Eu não! Eu rio na cara do perigo…
“Quero a vida sempre assim… simples… mágica… abençoada!”
Simpatia para perder barriga
Consiga uma vela branca, um copo de água e uma imagem de Santo Antonio e uma fita métrica.
Então você coloca tudo isso aos seus pés e se deita.
Agora deitado toque a ponta dos dedos dos pés com a ponta dos dedos da mão, dizendo:
“Santo Antonio, me tira essa barriga.” repita isto 100 vezes por dia até notar que Santo Antonio já resolveu o seu problema.
Simpatia para se livrar de marido mala
Num domingo ao meio-dia fique completamente nua e de varias voltas correndo ao redor de sua casa ou condomínio, gritando: SOCORRO SÃO LONGUINHO! SOCORRO SÃO LONGUINHO! SOCORRO SÃO LONGUINHO!
Seu marido certamente não vai gostar e vai te largar te chamando de louca, mais de qualquer jeito você se livrou dele.
Provavelmente você não terá que fazer duas vezes de tão boa que esta simpatia é.
Simpatia para acabar com as dívidas
Vá em sete igrejas e reze 3 painossos em cada uma, pedindo a santa Edviges (a protetora dos endividados), que lhe arranje um emprego.
No domingo pegue os classificados e procure desesperadamente por qualquer coisa. Na segunda voce coloca sua roupa mais bonita e vai a entrevista de emprego.
Quando conseguir o emprego trabalhe feito um condenado e pegue seu salario no fim do mes e pague suas contas.
Não esqueça de ir a igreja agradeçer a Santa Edviges por tê-lo ajudado a pagar suas dívidas.
Simpatia para fazer chover
Diga em voz bem alta para um amigo:
“Puxa que dia lindo, que solão acho que vou a praia!”
Se você fez tudo certinho, logo começará a aparecer nuvens e raios e cairá um grande pé d’água como se voce tive-se profetizado!
(Pimenta Malagueta)
Cinza… cinza… que cinza??? Começou a guerra… guerra declarada… nada mais de guerra fria… vamos à luta!!!
Quarta-feira de cinzas… êlaiá… agora o Brasil vai começar a rodar… e eu tenho que começar a ralar pra resolver minha vida… isso já está ficando cansativo.
Hoje fui à missa… coisa que não fazia há anos… mas perdeu a magia… perdeu o encanto… não me sinto mais em casa… me senti fora de meu ninho… uma estranha… uma intrusa… mas mesmo assim foi bom.
Enfim… vou olhar pra frente… e tentar andar… e tentar achar meu destino… meu rumo… minha felicidade.
Quanto riso oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando
Pelo amor da colombina
No meio da multidão
Foi bom te ver outra vez
Está fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou e te beijou meu amor
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval
(Zé Keti-Pereira Mattos)
Um pierrô apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando
A colombina entrou num butiquim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim
Dizendo: pierrô cacete
Vai tomar sorvete com o arlequim
Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrô aconteceu assim
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim
(Noel Rosa-Heitor dos Prazeres)