Maio de 2007


Duda

Dusica Yankovich, conhecida por Duda, de origem Sérvia radicada no Brasil, há oito anos, “Moro aqui, amo as pessoas daqui. Sou mais brasileira do que muita gente que nasceu no País, porque fui eu quem escolhi isso. Não apaguei minha origem sérvia, mas tenho orgulho de carregar o nome do Brasil”, diz Yankovich.
Essa loira de 1,69 m e 64 kg pegou gosto pelos esportes ainda criança, praticou natação durante 6 anos, na escola participou dos times de Handball, Vôlei e Futebol, sempre se destacando e ganhando diversos prêmios.
Aos 11 anos apaixonou-se pelas Artes Marciais, e começou a treinar Karatê (estilo Shotokan), aos 14 tornou-se a Faixa Preta mais nova da Sérvia e foi aos 19 que decidiu mudar para um esporte com mais contato e adrenalina: o Kickboxing.
Em 1999, trocou a Sérvia, abalada por conflitos na região balcânica, pelo Brasil com o objetivo de continuar sua carreira no Kickboxing.
Em 2002 fez sua estréia no Boxe, em novembro de 2006 conquistou o cinturão da WIBA (Womens Internacional Boxing Association), tornando-se a primeira brasileira a ser Campeã Mundial de boxe, hoje Duda acumula em seu cartel 8 lutas, todas com vitória sendo 5 delas por nocaute.
Em resumo Duda Yankovich é sinônimo de beleza, simpatia, determinação, inteligência e acima de tudo disciplina para alcançar todos seus objetivos.

AA: O que fez você escolher justamente o Brasil como seu novo lar?
DY: Foi minha escolha na época, tive algumas propostas, mas já conhecia o Brasil de uma viagem onde fui convidada para lutar aqui. Fiquei um mês e me apaixonei pelo país. Era uma opção mais segura por já ter um emprego oferecido (como instrutora de Kick Boxing na época) e também mais desejável, por eu ser uma pessoa que adora sol.

AA: De onde começou essa paixão pelos esportes? Na sua família existe mais algum atleta? Sempre e teve o apoio deles?
DY: Na família sou a única atleta, não tive muito apoio por escolher um tipo de esporte como luta (ninguém gosta de ver a filha fazendo um esforço físico que eu fazia… tomando e aplicando golpes…) mas também a minha família nunca me obrigou a parar ou fazer outra escolha… apenas deixaram rolar.

AA: Você já fez trabalhos como dublê, como modelo e sempre obteve sucesso. Poderia ter escolhido uma dessas profissões. O que fez você optar pelo esporte?
DY: Eu sou atleta, vivo como atleta e gosto disso. Eu faço muita coisa fora disso, mas tudo isso é ou curiosidade, ou vontade de aprender uma coisa nova, ou desafio, talvez até vaidade… mas a minha vida é o esporte. Hoje certamente o Boxe.

AA: Você disse em entrevista, que começou a levar o boxe realmente a sério depois de sua vitória no programa Boxe Brasil, na Band, em 2002. O que foi que mudou em você depois dessa luta?
DY: Mudou que eu nem treinava Boxe antes disso. Era atleta de Kick Boxing, daí eu vi que com um pouco mais de treino e dedicação eu poderia me dar bem no boxe. Afinal o Kick Boxing já estava morrendo e hoje está quase substituído por Vale Tudo e Muay Thai. As pessoas treinam um ou outro mencionado, mas dificilmente procuram o Kick. Já o Boxe é um esporte tradicional… nunca morrerá.

AA: No final da sua luta com a norte-americana Belinda Laracuente, ela reclamou do resultado e pediu revanche. Seu técnico Miguel de Oliveira em entrevista à Rede TV, logo após a luta, disse que essa revanche está aceita. Quando será essa luta e onde? Você achou justas as reclamações dela?
DY: Cada um tem direito de reclamar e faz isso. Era o direito dela. Por mais que tenha aplicado maior volume de golpes, a Belinda acertou poucos e maior número deles na área do abdômen, que era uma parte do planejado, para que ela se aproximasse mais de mim e para que eu pudesse aplicar os cruzados que eu queria. A luta foi levada muito bem, na inteligência, pois a Belinda é uma atleta difícil, muito experiente e muito movimentada, eu tive que pensar muito, ficar calma e não cair na provocação dela. Fiquei concentrada e fiz o trabalho e por isso ganhei sem dúvida nenhuma. Afinal ela não reclamou a derrota, mas a diferença de pontos. Até certo ponto posso dar a razão a ela, mas mesmo se fosse empate ela não ficava com o cinturão, pois quem o conquistou é quem o mantém. A revanche está aceita, mas não sei quando acontecerá e se acontecerá, pois depende da organização deles agora. Eu e meu time, fizemos nossa parte. Eu fui desafiada e defendi meu título, mais do que isso não preciso fazer.

AA: Quando você está próxima a uma luta, o que muda em seus treinos e alimentação?
DY: Os treinos se tornam mais curtos e mais intensos… simulando a própria luta, é feito muito sparring, bastante treinamento de peso com explosão… e também corridas rápidas curtas e intensas. Alimentação? Eu sempre mantenho uma dieta balanceada. Próxima da luta dependo do peso que eu devo ficar, como carboidratos que é complexo para o treino e proteína para “alimentar” a massa magra.

AA: Depois da conquista do cinturão da WIBA, quais são seus próximos objetivos dentro do boxe?
DY: Às vezes eu digo, “é fácil chegar no topo, difícil é ficar lá”. Então para mim, a Duda, nada mudou, eu continuo treinando do mesmo jeito e fazendo as mesmas coisas. Depois de conquistá-lo eu terei de defendê-lo por muito tempo e também tentar unificar com algum dos outros. Então a vida continua do mesmo jeito.

AA: Com o MMA crescendo em todo o Brasil, e hoje tendo nomes de mulheres em destaque como de Cris Cyborg, mesmo sendo você Campeã Mundial de Boxe, já pensou na possibilidade de partir para essa modalidade?
DY: Não pensei… nem penso. Eu respeito MMA (Vale Tudo) e sei o quanto esses atletas precisam de treinamento e dedicação para chegar a uma vitória. Mas acho que cada um fica na sua área. Eu mesma já treinei outras lutas, mas agora me limito apenas ao Boxe. Eu gosto de fazer o que faço bem, me dedicar com tudo. Mas a base de todas as lutas é a mesma. Por mais que sejam muito diferentes, todos nós lutadores buscamos a mesma coisa, superação, desafio, adrenalina, autoconfiança e vitória.

AA: Ser uma mulher bonita, que chama a atenção por onde passa, mais te ajudou ou prejudicou até hoje em ser uma atleta reconhecida pelo seu talento e não por sua beleza?
DY: Eu nunca me vi como uma mulher que seja admirada pela beleza, mesmo porque os gostos são diferentes, não se discute, mais eu não vejo porque a beleza ajudaria na carreira. Eu faço um esporte de alto rendimento físico, de muita habilidade, força, etc. Como a beleza me ajudaria nisso? De jeito nenhum. Agora, após a conquista, o fato de ser uma mulher normal interessa mais as pessoas, elas tem curiosidade para saber se isso é possível e como é possível. Mas isso aí é legal saber, que tem as pessoas admirando esse fato, e eu tento incentivar o maior número de mulheres em primeiro lugar, justamente mostrando que treinar boxe não muda nada na vida, e mais do que nada, não muda o fato de você ser feminina e com certeza mulher.

AA: Você sabe precisar qual o peso de um soco seu?
DY: Nunca medi nada disso… já fui fazer umas besteiras no parque de diversão, mas nada demais. Acho isso totalmente não importante, o que derruba é um golpe perfeito, bem colocado, encaixado e não um golpe forte. Esta é a diferença entre o boxe e a briga de rua.

AA: Já existem lutas marcadas? Para quando e onde?
DY: A próxima luta é de novo para defender o cinturão, será a segunda este ano, contra uma colombiana chamada Paola Rojas. Será no Brasil, mas a cidade e o local ainda não sei.

AA: Você já ouviu perguntas como: “Você sabe lutar mesmo?” ou “Você luta no gel?”. Qual foi a pior das perguntas que já te fizeram? Elas não te fazem sair do sério?
DY: Não me irritam mais, pois é ignorância das pessoas ou maldade. Nenhuma destas coisas deve me irritar, o que me tira do sério é o que é verdade. O que é falado por meus próximos ou pessoas que eu respeito, mas esta pergunta das pessoas que acham que você consegue ser Campeã Mundial tendo um par de olhos azuis, “ai como eu queria… haha”, mas o caminho é muito mais longo e cheio de pedras.

AA: Sobre o filme Menina de Ouro, você acha que é apenas mais uma produção cinematográfica ou que realmente retrata a realidade de uma boa parte de atletas que possuem talento, mas poucas condições para um treinamento de qualidade?
DY: O filme despertou interesse para o Boxe feminino, mas nem 100% positivo. Existem muitos fatos verídicos no filme, como preconceito, não aceitação de uma atleta feminina, dificuldades no esporte, pouco ganho, muito treino, politicagem e traições no meio da organização, isso sim. Mas os fatos que acontecem no fim do filme, e a última luta não são muito prováveis de acontecer. Aliás, eu nunca ouvi falar nada do gênero. E tudo bem, quem conhece Boxe entenderá, e não falará apenas o começo e o fim – Boxe Mata – e isso não pode acontecer. O filme se tornou anti-propaganda deste esporte maravilhoso. Achei um pouco anti-filme também. Não sei…

AA: O que você diria aos homens que ainda possuem preconceito quando vê alguma mulher praticando esportes como Boxe, Jiu Jitsu, Muay Thai, entre outros?
DY: Então, não aceitar mulher neste tipo de treino é meio normal, meio instintivo do homem, mas também é muito machista. Embora me considerem e me chamam de feminista, não sou, acho que diferenças existem e muitas, por isso temos dois sexos, mas a que se fala desse tipo de esporte é uma escolha, cada um pode tentar treinar e ter o melhor resultado possível. Não vejo porque não deixar uma mulher treinar se ela mesma fez a escolha. Ela terá que viver com lados bons e lados ruins deste esporte como em tudo na vida, mas a escolha é só dela e ninguém tem direito de opinar. Igual seria eu falar que não vou comer em um restaurante onde homem cozinha, pois não é natural. Eu conheço muita mulher que nem ovo sabe fritar, então a questão não é sexo, é a escolha… quem faz e quem luta para seu lugar no sol.

AA: Por que as mulheres que ainda possuem algum receio em praticar boxe deveriam deixá-lo de lado?
DY: Muitas tem dúvidas, ouvem muitas lendas, etc. Concordo que nem toda mulher deve lutar mesmo, enfrentar o ringue, pois este é o passo para aquelas que querem mesmo seguir a carreira. A dedicação tem que ser maior, tem seu lado ruim também, mas o treinamento de Boxe em si é uma das melhores atividades para ajudar a ganhar condicionamento físico, resistência, força, etc. Algumas procuram pela defesa que também tem seu papel, mas a maioria deve procurar, este é o meu conselho, pelos benefícios físicos (melhora de físico pessoal) e pelos benefícios mentais (Boxe é um ótimo fator anti-stress), também a mulher que treina uma luta é sempre mais confiante, mais decidida, tem mais atitude. Acho que mulheres devem pensar nisso quando se fala do Boxe e não da lenda estúpida que alguém disse que tem que quebrar o nariz e tirar a cartilagem para começar a treinar o Boxe… “ah… me poupem”…

AA: Finalizando, gostaria de agradecer sua atenção e toda a paciência em nos conceder essa entrevista. E pedir que deixe um recado para todos do Centro de Treinamento Elite Fight.
DY: Tenham atitude!!! Seja no Boxe ou no Balé, seja na luta ou na música. O que conta é a atitude e as pessoas que fazem a diferença. Embora não tenha nada contra, novela das 8 não faz a diferença, nem o ator gato principal. O que faz a diferença são as pessoas do seu lado, que têm atitude, basta olhar!!!

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SANTA SARA KALI BRILHO 1 2

O dia 24 de maio foi reservado pelos ciganos para a Santa Sara, a Negra, ou Santa Sara, a Kali. Esta última denominação deve-se a Kali, uma das principais deusas indianas. Esta divindade centraliza o poder criativo e destrutivo que existe na mulheres - tudo, claro, dedicado à ela, sempre que precisar, peça ajuda à Santa, e confirme o poder que ela tem. Esta oração é utilizada pelo povo cigano para invocar a proteção desta santa. Então quando precisar das boas energias de Sara, ore:

“Santa Sara, pelas forças das águas, Santa, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza.
Nós filhos dos ventos, das estrelas e da Lua Cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de cinco pontas; pelos cristais que hão de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar.
A Tsara é o descanso do dia-a-dia, a Tsara é a nossa tenda. Santa Sara, me abençoe; Santa Sara, acompanhe. Santa Sara, ilumine minha Tsara, para que a todos que batam a minha porta, eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu seja sempre a mesma pessoa humilde.”

starita2

“Ó poderosa e gloriosa Santa Rita, chamada Santa dos impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliadora da última hora, refúgio e abrigo da dor que arrasta para o abismo do pecado e da desesperação, com toda a confiança no vosso poder junto ao Coração Sagrado de Jesus, a Vós recorro no caso difícil e imprevisto, que dolorosamente oprime o meu coração.

Obtende-me a graça que desejo, pois, sendo-me necessária a quero. Apresentada por vós a minha oração, o meu pedido, por vós que sois tão amada por Deus, certamente serei atendido. Dizei a Nosso Senhor que me valerei da graça para melhorar a minha vida e os meus costumes e para cantar na terra e no céu a divina misericórdia.

Rezar 1 Pai-nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.

Santa Rita de Cássia rogai por nós !”

Romario

Finalmente o Gol Mil do Baixinho… o que tinha virado novela acabou-se às 19:18hs desse domingo em uma cobrança de pênalti.

E daí??? Brasil o País do Futebol… e só existe futebol vai ver… desde quando jogador de futebol é atleta??? Jogador de futebol é apenas jogador de futebol… para atleta eles teriam que se esforçar muito.

Não entendo como um País que tem tantos atletas de renome em outras modalidades pensem apenas em futebol!

E não estou falando apenas do povo… pois a desculpa que geralmente se ouvem é de que os outros esportes são elitizados e por isso a grande maioria não possui acesso… mas estou falando das empresas… da elite… como é pouco o interesse.

Somos reconhecidos em todo o mundo por nossos surfistas, tenistas, lutadores de MMa, mas aqui… aqui só se fala em futebol… só se conhece os chamados “ídolos”… todos do futebol…. E os outros esportes? E os verdadeiros atletas desse País?

É… o jeito é mesmo comemorar que o Romário é 1000! E esquecer que existe qualquer outro esporte nesse nosso Brasil!!!

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Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envelhecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece…
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Vinícius de Moraes)

baby1

“Que vai demorar muito pra me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.
Que posso ir além dos limites que eu própria coloquei.
Que eu preciso escolher entre controlar meus pensamentos e ser controlada por eles.
Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Que perdoar exige muita prática.
Que há muita gente que gosta de mim, e não consegue expressar isso.
Que posso usar meu charme por 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.
Que por mais que você corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo que cortamos em nosso caminho.
Que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e eu tenho que me acostumar com isso.
Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Que não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o mesmo.
Que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Que posso passar anos construindo uma verdade, e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio daquela pessoa que eu justamente achava que iria atrapalhar a minha vida.
Que eu posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, será uma tragédia para o mundo se eu conseguir convencê-la disso.
Que as circunstâncias da minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas minhas escolhas que eu fiz quando adulta.
Que numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver.
Que quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem, e quando duas pessoas não discutem, não significa que elas se amem.
Que por mais que eu queira proteger meus filhos, eles vão se machucar e eu também serei machucada, isso faz parte da vida.
Que minha existência pode mudar em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes.
Que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábia.”

parabens

“тudσ σ quє mє dєsєjαr… vσltαrá nσvє vєzєs pαrα vσcê! Gσd Bℓєss U. Ðéα”

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frei 1 - frei 1

“O Papa Bento XVI canonizou hoje o beato António de Sant`Anna Galvão, que passou a ser o primeiro santo nascido no Brasil, com a presença de cerca de 1,5 milhões de fiéis, em São Paulo.
A canonização foi feita durante uma missa campal, um dos principais compromissos da deslocação de Bento XVI ao país, realizada num pequeno aeroporto, na zona norte da cidade, com fiéis de todas as regiões brasileiras. “Pela fé católica e pelo crescimento da vida cristã, pela autoridade de nosso senhor Jesus Cristo, dos santos apóstolos Pedro e Paulo”, disse o Papa.
“Depois de ter refletido longamente, invocado ao sírio divino por muitas vezes e ouvido o parecer de muitos irmãos no episcopado, declaramos e definimos como santo o beato António de Sant`Anna Galvão”, afirmou.
Bento XVI salientou que, a partir de hoje, o beato passa a estar inscrito “na lista dos santos” para que em “toda a Igreja ele seja honrado”. Nascido em 1739 em Guaratinguetá, cidade próxima ao Santuário nacional de Nossa Senhora de Aparecida, no interior do Estado de São Paulo, frei António de Sant`Ana Galvão foi ordenado sacerdote em 1762.
Estudou no Seminário dos Jesuítas de Belém em Cachoeira, no Estado da Baía, na região Nordeste do país, especializando-se em artes e arquitectura.
Aos 21 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi ordenado sacerdote, estabelecendo-se mais tarde no Convento de São Francisco, em São Paulo, onde viveu durante 60 anos, até à sua morte a 23 de Dezembro de 1822.
Em 1765, o nobre português Luís António de Souza Botelho Mourão assumiu o governo da capitania de São Paulo e ordenou a reforma da capela em ruínas.
Construída no século XVII, a pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Luz mantinha uma imagem da santa, trazida de Portugal.
Frei Galvão foi então indicado como responsável da obra de reforma, actuando como arquitecto, servente e carpinteiro, razão pela qual é considerado o padroeiro dos construtores. Desde a morte, o túmulo de frei Galvão passou a ser local de peregrinações de milhares de fiéis, que pedem e agradecem milagres alcançados pela suposta obra do “homem da paz e da caridade”.
O processo de beatificação e de canonização foi iniciado oficialmente em 1938, e frei Galvão foi considerado beato em 1998, sendo apelidado pelo Papa João Paulo II como a “doçura de Deus”.”

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Estou bestificada com a comoção nacional pelo Bento XVI. Só consigo chegar a uma explicação para tudo isso, como o povo brasileiro é carente, como necessita de uma esperança, seja ela de que tipo for.

Como diz a música, este país é “abençoado por Deus e bonito por natureza”, mas por que tanto desespero? Economia, educação, saúde… muitas coisas faltam ao povo brasileiro, mas o que o Papa pode fazer? Pelo contrário, está usufruindo do dinheiro público e do dinheiro de milhares de pessoas que nem poderiam doar, mas dão às igrejas o famoso dízimo.

Não estou contra ninguém, e muito menos contra religião, mas ele não precisava comer codorna, poderia muito bem passar com um franguinho, que é extretamente mais barato.

Será que apenas eu penso assim? Não sei, e nem me interesso em saber. Afinal, opiniões são pessoais. E cada um tem a sua, ao menos deveria ter.

Só me resta então concluir que O PAPA É POP, tanto quanto a Madonna e o Michael Jackson, mas ao menos eles não se aproveitam do dinheiro do povo.

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papa.1

“O Papa Bento XVI chegou hoje à São Paulo, para uma visita de cinco dias, a primeira que faz à um país da América Latina. O avião em que o Papa viaja, um Boeing 777 da companhia Alitalia, aterrissou no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, às 16h02, quase meia hora antes do previsto. Após uma cerimônia de boas-vindas, na qual dará uma primeira bênção, o Pontífice irá em helicóptero até o aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, e dali seguirá de papamóvel até o Mosteiro São Bento, no qual ficará hospedado.”

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