Te vi na TV
Enviado em 5 de Maio de 2007
Publicado por Andréa Alves | Enviar por e-mail
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Meninos eu vi… sim a primeira vez que o vi foi na TV… vi e pensei: “quem é esse cara chato, quem ele pensa que é, só fala de regras e normas”.
Mas não tardou muito para descobrir que aquele cara chato, de chato não tinha nada, pessoa divertidíssima, que ele não pensava em ser alguém, ele era, ele era e é ele mesmo, quer gostem ou não, e que regras e normas não fazem parte de sua vida por mais de 8 segundos.
Aos poucos fui descobrindo que como bom taurino, é sonhador, lutador, realizador, idealizador, ciumento, perspicaz, audaz, ingênuo, sagaz, inocente, malicioso, honesto, sincero, galanteador, sedutor, apreciador das boas coisas que a vida pode oferecer, baladeiro de plantão, com pouco juízo na cabeça, talvez até o tenha, mas não o usa com freqüência, enfim um menino que não quer crescer, um homem com a “síndrome de Peter Pan” e usando suas próprias palavras: “um moleque cara”.
Moleque no melhor sentido da palavra, um moleque que não se cansa de fazer travessuras, travessuras essas que se tornam públicas com uma rapidez assustadora e mais assustadora ainda é a dimensão que tomam, tornando-se lendas… lendas urbanas de um caipira cosmopolita.
Um grande homem que não precisa de sobrenome, um homem conhecido apenas por seu apelido de infância e que carrega consigo o nome de sua cidade natal, quatro letrinhas e uma cidade é assim que todos o conhecem: Cacá de Barretos.
Ele é o cara que diz “que no Barretão é onde a banana morde o macaco”, “que no rodeio tem um gol a cada 8 segundos e nunca fica em 0X0”, ele é o cara que diz ter um cachorrinho treinado que sabe dizer se a festa é boa, abanando o rabinho na vertical, ele é quem faz as estórias virarem histórias e tenta explicar a diferença na madrugada a um bêbado que passa e pede um trocado.
Creio que por ser assim moleque alguns se recusam a dar-lhe o devido valor, mas coragem para enfrentá-lo isso ninguém tem, talvez por receio de suas reações e de suas atitudes, todos sabem que o tiro virá, mas nunca se sabe com que potência.
É isso, o Cacá é assim, um menino-homem que quer abraçar o mundo e deixá-lo melhor, que ao menos tenta fazer sua parte, um menino-homem que me ensinou que devemos ter humildade para sermos quem somos, um menino-homem que me mostrou que caráter faz a diferença, mesmo que o preço a ser pago seja caro demais, um menino-homem que me disse um dia que devemos nos cercar apenas de pessoas iguais ou melhores que nós, um menino-homem que cresceu e apareceu… e eu quando crescer quero se igual a ele.
Escrito em 05.05.2005