A BUNDA
Enviado em 5 de Outubro de 2007
Publicado por Andréa Alves | Enviar por e-mail
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Os encantos que a bunda tem… os desejos que provoca… os cuidados que precisa.
A bunda é assim, cheia de mistérios e mimos, dizem ser a paixão nacional dos brasileiros, mas só quem tem uma bela bunda sabe as alegrias e tristezas que ela pode dar.
Alegrias e tristezas, como assim? Neste instante você deve pensar que enlouqueci, mas não, é essa a realidade.
Sinto-me tranqüila em abordar esse tema, já que possuo uma bunda alvo de comentários, a grande maioria na verdade, elogios criativos e deliciosos, que me dão uma grande alegria.
Mas ter uma bunda digna desses comentários não é tão fácil assim, claro que existe primeiramente o fator genético, ou você nasce com uma boa bunda ou já era, apesar dos recursos atuais do silicone, bunda tem que ser bunda e ponto.
Depois você tem que passar o resto da vida cuidando dessa bunda, ginástica, cremes, tratamentos, uma bunda bem tratada deixa de ser uma bunda simplesmente e passa a ser A Bunda, com direito de ser usada como ponto de referência, quase uma oitava maravilha bem ao lado do Cristo Redentor.
Mesmo passando a grande maioria do tempo sendo pouco vista, uma bunda bonita faz valer a pena cada segundo gasto com seus cuidados, quando é alvo de elogios.
Ah sim… a bunda pode trazer tristezas, na realidade pode provocar uma grande amargura. Imagine um belo dia quando você acha que tem A Bunda e ao olhar no espelho vê uma celulite microscópica te falando bom dia, ou pior ainda, uma estria quase imperceptível a olho nu, mas que você sabe que está ali.
Eu sei, poucos são os homens que se pegam nesses detalhes, mas não adianta, você sabe que está lá e então começa uma batalha feroz, em cima do seu pior inimigo, eis o motivo das tristezas e amarguras que uma bunda pode causar.
Tenho meus motivos para estar escrevendo esse texto, motivos esses que não vem ao caso agora, mas passei a pensar sobre a magia da bunda e qual o peso da expressão “você está com cara de bunda!”, isso tecnicamente é uma ofensa, mas temos que ver a qual bunda se refere, modéstia a parte se for a minha será um grande elogio, grande na grandiosidade de ser grande mesmo.
Verdade seja dita, graças a minha bunda ouço elogios inusitados, criativos e em sua grande maioria tentadores, “Sua bunda é praticamente uma obra de Niemeyer” “Tua bunda é melhor que um parque de diversões, melhor que a Disney” “É até um pecado não fazer nada com uma bunda dessas”… tentadores e surpreendentes.
É assim, a vida de uma bunda, de uma bunda que deixou de ser só uma bunda, que não é nem de perto a coadjuvante de um corpo e sim a parte principal, na qual o corpo serve apenas de suporte, uma simples moldura, um simples meio de locomoção dessa maravilha.
Sobre a foto acima… nem preciso comentar… PARA E PENSA!