Janeiro de 2008
Qua 30 Jan 2008
Qui 24 Jan 2008
“QUANDO O HOMEM SE CONFUDE COM A LENDA NASCE O MITO.”
“Nascido malandro astucioso, corpo irrequieto, protetor, doce de leite na boca das meninas, desatador de elástico de calcinhas de mulher sabida, mão aberta, gastador irresponsável do seu e do dinheiro dos amigos, e PhD em porradas dentro e fora dos ringues, eis que alguns puristas teimam em dizer ser questionável de conduta. Mas que na realidade trata-se de um anjo, anjo temível, mas um anjo…” (Robson Gracie, em 2004)
Quem ainda não comprou a Gracie Magazine de janeiro corra atrás e compre, imperdível a matéria de Luca Atalla, sobre Ryan Gracie. E não é questão de ser fã ou não, é questão de ser um documento histórico aos praticantes e admiradores das artes marciais.
Impecável o modo como foi abordado o assunto, em nenhum momento tentaram transformar o Ryan em um santo, o que definitivamente ele mesmo nunca fez questão de ser, mas todas as histórias contadas sobre ele certamente o tornam um personagem de sua própria história, um personagem dele mesmo, um herói ou até anti-herói de uma fábula moderna sem final feliz.
Passado um mês de sua morte, muitas coisas ainda não foram esclarecidas, muitas dúvidas continuam no ar, mas a verdade mesmo, nua e crua, essa foi com ele, só o próprio Ryan poderia dizer o que aconteceu naquela madrugada de sábado.
Seja como for, uma coisa é certa, “O Fera” nunca será esquecido, saindo das páginas dessa vida louca e indo ilustrar os ringues e tatames dos eternos guerreiros.
“Tenho duas satisfações na vida: uma, agradar aos que gostam de mim. Outra, talvez a mais importante, é contrariar os que estão contra mim. Ou seja, torcida contra me dá mais prazer que a favor.” (Ryan Gracie)
Qua 23 Jan 2008

Ontem eu dormi mal. Geralmente, apago de noite e fico como uma pedra, parado, até o dia seguinte. Mas ontem, por volta das 6:30 da manhã, comecei a me revirar na cama. Levantei, desliguei o ar condicionado, abri as janelas, tapei com roupas a fresta que o vento que começou a bater abriu entre a cortina e o chão, trazendo uma indesejada claridade, deitei, tornei a levantar, fechei as janelas, religuei o ar condicionado.
Um pouco depois das 7:15 da manhã consegui pegar no sono novamente. Acordei algumas horas mais tarde e me levantei. Abri as cortinas do quarto e o dia estava nublado, chuvoso, feio. Geralmente gosto dos dias mais cinzentos, ontem não foi assim. Li o jornal na sala, ainda sem lembrar que meus telefones celulares estavam desligados. Quando acabei, vim até meu escritório checar os emails e vi que havia uma nova mensagem na secretária eletrônica. Era da produção da novela, pedindo que ligasse assim que pudesse – devem ter mudado o roteiro e vou ter que gravar hoje, pensei.
Com uma das mãos peguei o telefone para retornar a ligação, e com a outra apertei o enter no teclado do computador. Quando ia começar a discar, a página da globo.com me bombardeou sem preparo: “Morre o ator Luis Carlos Tourinho”.
Gelei. Não pode ser verdade, foi a primeira coisa que pensei. Havia gravado com ele dois dias antes, rimos muito, nos divertimos com as trapalhadas do seu aloprado Nezinho, que estava sempre presente na ações do meu pilantra Diogo. Em cena, dei-lhe uns tapinhas no rosto, e preocupado se aquilo podia de alguma forma ofendê-lo, perguntei se a atitude o incomodava. Imagina, ele respondeu, eu acho que vai ficar engraçado!
A cena terminou com ele correndo, fugindo, da minha loja, e eu gritando – Nezinho, volta aqui, Nezinho!
Alguns momentos depois, consegui recuperar o fôlego e ligar para a produção. Com voz desolada, Daniela, uma de nossas produtoras, me confirmou o fato. Parti imediatamente para o PROJAC onde vários de meus colegas já estavam, tão arrasados quanto eu, esperando para partir em comboio rumo ao velório. A sensação comum era de perplexidade. Duro assimilar um golpe desses, vindo tão inesperadamente. Já tão acostumado a ver lágrimas caírem daqueles rostos em cena, me peguei espantado com a dureza do choro verdadeiro e involuntário que saia de seus olhos. Só percebi que também chorava quando um de meus amigos, solidário, me abraçou.
No caminho para o cemitério, comentei da dificuldade que tinha tido em dormir, e vários colegas me disseram terem passado pelo mesmo. Nosso amigo nos deixou por volta das 7:10 da manhã. Coincidência ou não, não duvido de nada.
Tourinho era uma figura. Alto astral, piadista, bom colega. Não tínhamos tanta intimidade, mas nas duas vezes em que trabalhamos juntos e nas incontáveis vezes que nos cruzamos por aí, sempre nos divertimos muito, ele me deixava encantado com sua generosidade comigo. Com todos. E isso, aliado a seu enorme talento, fez com que cativasse todo mundo por onde passou. Cada um que entrava naquela sala do Adeus, não queria acreditar no que estava acontecendo. A impressão geral é que a qualquer momento ele ia pular do caixão e, com uma cara matreira, dizer – Vocês não acreditaram mesmo nisso, né?
Mas era verdade. Perdemos nosso colega, perdemos nosso amigo. A família das artes do Brasil perdeu um maravilhoso integrante. Dona Edna, de quem não consegui me aproximar, perdeu seu filho. Não posso e nem quero imaginar sua dor. Só desejar força para seguir sua vida, em Paz, e, espero que em breve, com felicidade.
“Desejo Proibido” tem o elenco mais unido que já vivenciei na televisão. E vamos, em nome desse irmão que nos deixou, honrar seu trabalho e seguir em frente com garra, esperando fazer a cada dia, a cada novo capítulo, o que ele fazia tão bem: atuar, divertir a todos.
Um beijo, Tourinho. Fique com Deus.
PS: me faltaram palavras então “roubei” as do Pedro que certamente pode descrever essa tristeza muito melhor do que eu… =/
Ter 22 Jan 2008

E essa chuva que não passa, já estou desbotando, embolorando, perdendo a paciência.
Para que tanta água? E não é que vi esses dias no jornal que as usinas hidrelétricas estão com os reservatórios abaixo da média. Mas pra onde está indo essa chuva então?
Ai meu Deusssss… São Pedro, Santa Clara e Iansã… clareia!
Acabou de passar a previsão do tempo na TV para amanhã: “o dia começa com sol, mas fica nublado à tarde”. Aham…
E o pior é que ta fazendo um frio… e frio da fome… e comer engorda… ai cadê o meu sol???
Tudo bem que no verão sempre chove, mas são pancadas de chuva no período da tarde, por isso chamam-se chuvas de verão, mas já está ficando ridículo!
Dizem que depois da tempestade vem a bonanza… e depois do dilúvio que deu… por que não veio o sol? Na verdade até apareceu um pouco de sol timidamente, mas nem deu para esquentar.
Vem sol… vem pra mim… clareia… ilumina e aquece… vem!
Dom 20 Jan 2008

“Prometo, no exercício da profissão farmacêutica,
ser sempre fiel aos deveres da honra, da ciência e da caridade.
Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu, para sempre,
a minha vida e a minha arte, de boa reputação entre os homens.
Se eu o infringir ou dele me afastar, suceda-me o contrário”.
Hipócrates de Cós, 460 a.C.
Dom 13 Jan 2008

Lembra daquele bordão “cada mergulho é um flash”? Então, no MMA é mais ou menos assim, a cada notícia uma polêmica.
Polemizar é bom, poder expressar nossa opinião melhor ainda, mas sempre bater na mesma tecla tem horas que não dá!
Em um conhecido fórum muito freqüentado pela galera dá para ver frequentemente isso que estou falando.
Qualquer coisa vira motivo de horas ou até dias de discussão, mas esse não é o problema maior, o que mais me incomoda é a falta de base de quem está discutindo, a falta de alfabetização gritante que agride minhas pupilas, a falta do que fazer.
A própria Constituição nos garante o direito de expressão, mas não podemos gastar esse direito falando besteira.
Se você for observar são sempre os mesmos, falando as mesmas besteiras, só mudam os alvos. Em um post o cidadão defende tal lutador de tal equipe, praticamente jurando de morte a equipe rival e não mais que derrepente no próximo post o mesmo cidadão muda tudo.
Se é que possa haver coisa pior, ainda há, o pior é que a grande maioria são keyboard warriors “guerreiros de teclado”, graduados em lutas virtuais, uma espécie de trava língua nos dedos.
Dom 6 Jan 2008

Fantástico… verdadeiramente um filme de tirar o fôlego. Seja pela história, seja pela interpretação… Fantástico!
O filme acaba, e ninguém se move, as pessoas estão extasiadas em suas poltronas, intactas, imóveis. É uma sensação estranha, um querer que não acabe.
Apesar de sabermos que a grande heroína morreria, apesar do filme começar do fim, havia uma esperança, uma torcida para que Piaf sobrevivesse, se curasse, vencesse a morte.
Não há muito que dizer, apenas peço que ASSISTAM, pois é FANTÁSTICO!
Qua 2 Jan 2008

Vida extraordinária, obra extraordinária, filme extraordinário!
E Camila Pitanga, um luxo a parte…
Noel Rosa é reconhecido e admirado há várias décadas, e agora sua vida é contada nesse filme de extremo bom gosto, delicado e sutil, digno de toda sua obra.
Acredito que se Noel fosse cineasta provavelmente produziria algo idêntico.
Assistam, divirtam-se e encantem-se!
Mesmo que você não conheça muito sua obra, mesmo que ache não ter nada a ver, Noel é um filme para todas as idades, gostos, é um filme sobre a vida, e sobre como viver intensamente.
Ter 1 Jan 2008
