Existe, sim, vida inteligente no BBB
Enviado em 29 de Setembro de 2009
Publicado por Andréa Alves | Enviar por e-mail
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Quando falamos do reality show Big Brother Brasil, logo vem à mente, homens e mulheres com o corpo esculpido e com a cabeça vazia, Caímos no velho ditado, “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.
Porém, engana-se quem pensa dessa forma. O programa é sim um show de narcisismo, mas também é um jogo onde a inteligência é o seu principal aliado.
Não seria um preconceito afirmar que uma pessoa não possa ser bonita e inteligente ao mesmo tempo? Se inteligência não é o forte do programa, como se explica a vitória de André Dhomini, Diego Alemão e Max Porto? Participantes como o Dr. Rogério Padovan, Dr. Marcelo Arantes e Ralf Krause, se não fossem inteligentes, como montariam verdadeiras táticas de guerrilha, já que foram dentro da casa, reconhecidamente grandes estrategistas?
O Big Brother nada mais é do que um War televisivo, onde os participantes recrutam aliados, montam estratégias para eliminarem os inimigos e vão ganhando território, que nesse caso são os telespectadores, cada um deles pode ser considerado como um país conquistado.
Se formos preconceituosos ao ponto de acharmos que uma pessoa que possui beleza não pode ser inteligente, podemos então, até imaginar que se nos fosse possível teríamos que optar entre beleza e inteligência, isso quer dizer que cada um de nós teríamos que admitir que somos feios ou somos burros. Contraditório, não acha?
Então, em um anúncio de emprego, quando se lê no jornal que, além de um bom currículo, precisa-se também de boa aparência, toda a população seria inapta de preencher qualquer vaga.
Quando um participante do programa mostra-se inteligente e declara que sua maior estratégia para vencer o reality é usar a inteligência, já é visto com outros olhos pelos mesmos telespectadores, que acusam ser o Big Brother um show de exibicionismo.
Analisando o caso de participantes como Dr. Rogério Padovan (BBB 5), Dr. Marcelo Arantes (BBB 7) e Ralf Krause (BBB 9), notamos nitidamente que, quando se mostraram estrategistas e líderes natos, foram imediatamente colocados no paredão pelos participantes que se sentiam ameaçados e em seguida foram excluídos da casa pelas pessoas que consideram ser este um programa de futilidades.
Vai entender!
Em contraponto, temos as vitórias de André Dhomini (BBB 3), Diego Alemão (BBB 7) e Max Porto (BBB 9), que foram inteligentes o suficiente para não demonstrarem tanta inteligência no começo do jogo. Fizeram-se de injustiçados e perseguidos, já que o trio citado bateu recordes de paredão em suas edições, sendo que apenas nos últimos instantes é que deixaram transparecer que tudo era um jogo, um jogo de carisma, um jogo de estratégias bem definidas e bem sucedidas. Como podemos dizer que são desprovidos de inteligência depois de literalmente “levarem no bico” todo um país?
Isso é para poucos, meus caros!
Temos de aceitar que os fatos falam por si e, apesar de haver vários critérios para a escolha dos participantes do Big Brother, é certo que muitos são escolhidos sim pela beleza, afinal, ninguém quer ver gente feia na TV, mas muitos outros são escolhidos também, além da beleza, pela inteligência, que é o principal fator que os fazem ser notados pelo grande público.
Parafraseando Diego Alemão, “o prego que se destaca é o que leva mais marteladas”.
Beijosmesegue @deaalves
PS: Retórica em defesa da existência de vida inteligente no BBB!
putz…