Ter 5 Jan 2010

Acabei de chegar do cinema, fui assistir 2012.
Impressionante!
Quando resolvi assisti-lo, era apenas para não ficar de fora dos comentários sobre o filme.
Mas, me impressionei, fiquei bestificada com a realidade apresentada e confesso que me emocionei em diversos momentos, principalmente quando vi a cena em que o Cristo Redentor desmorona e vira pó, como se fosse feito de isopor.
A sensação que tive, era de estar assistindo a um documentário de alguma catástrofe, entre as muitas que tem ocorrido.
Saca Titanic? Você sabe que toda aquela baboseira de história de amor é uma grande palhaçada, mas ao mesmo tempo, sabe que ocorreu o naufrágio, que centenas de pessoas morreram congeladas e quando chega nessa parte do filme, você passa a acreditar em tudo que mostram, porque é um fato.
Então, 2012 é assim. No começo você imagina, “putz, mas uma dessas besteiras de Hollywood” só que o filme vai passando, baseiam-se em acontecimentos reais e coisas que hoje sabemos o quanto são possíveis, e de repente você se toca que o que mais choca é o fato, ao contrário de Titanic, de que 2012 está por vir e o pior, está próximo demais.
Só então que você pára e pensa: ”será que os maias estão certos dessa vez”? Talvez sim, talvez não.
Quantas e quantas premonições falharam? Quantas e quantas vezes os maias, Nostradamus e até a própria Bíblia já se enganaram? “Em 2000 chegarás, mas de 2000 não passarás!” Tá, se seguirmos ao pé da letra, já passamos 10 anos, e então? Então, nada.
O que mais incomoda é a sensação de impotência que senti ao sair do cinema, como se fosse um padre, que ouviu um segredo terrível no confessionário e não pode revelar a ninguém. Terrível.
Você supostamente sabe que o mundo vai acabar, como vai acabar, o que restará, mas não pode fazer nada para salvar a própria pele.
Verdade ou mentira? Não sei.
Sinceramente? Espero que seja mais um daqueles filmes que você assiste bem depois e diz, “nossa quanta imaginação”.
Beijosmesegue @deaalves
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