Entrevistas


diogo

Ele teve uma infância difícil, uma Mãe guerreira e um sonho: aprender a lutar como nos filmes que assistia na televisão.
Diogo Silva, com 1,78m 68 kg e 25 anos esse caiçara de São Sebastião, criado em Campinas e hoje morador de Londrina mostrou a todos que acompanharam os Jogos Pan-Americanos à que veio.
Com golpes precisos e perfeitos, Diogo ficou com a medalha de ouro em sua categoria, e diga-se de passagem, a primeira de ouro que o Brasil obteve nesses jogos entre as 54 conquistadas.
Mas nada foi fácil, para chegar ao topo do pódio ele ainda teve que desembolsar 5 mil reais de seu próprio bolso para manter o seu treinamento antes do Pan.
Em entrevista exclusiva Diogo mostra que também não tem papas na língua e responde tudo com a maior precisão.

Você disse em entrevistas que sua Mãe o levou a uma academia e quis que fizesse uma luta para parar de arrumar confusão. Qual a importância que o esporte tem na formação do caráter de uma criança?
O esporte tem a capacidade de socializar crianças e jovens no meio em que vivem. As oportunidades de crescimento nas classes pobres são muito baixas, o incentivo em educação é quase zero. O esporte que tem dentro de seu contesto a motivação, disciplina e trabalho em grupo, traz uma auto-estima para quem pratica e um resultado positivo na gestão educacional.


“No bairro onde eu nasci para você ser alguém, tinha que ter uma arma. Muitos dos meus amigos continuaram por este lado.” Essa sua frase reflete uma realidade cada vez maior de nossa sociedade. Hoje certamente você é um ídolo nacional. Você espera com essa notoriedade poder ajudar a dar bons exemplos e a tirar jovens da rua?

Histórias como a minha nasce todos os dias no subúrbio do Brasil. O importante nesse momento é se criar soluções para que adolescentes não migrem mais para o tráfico de drogas. A integração do esporte junto às escolas e universidades do Brasil seria um bom começo. Projetos sociais com inclusão social e digital remunerado dariam mais base, e diminuiria histórias como a minha.

Em sua página de relacionamentos na internet praticamente todas as suas comunidades possuem um cunho político ou racial. Quando começou esse engajamento?
Na escola eu percebi que não tinha nenhum livro que fala sobre a história dos negros, eu só aprendi que os negros foram escravos e hoje dominam as classes pobres do mundo. Eu não tinha nenhum exemplo para seguir, não conhecia ninguém que me desse orgulho. Foi quando com 20 anos comecei a procura minha história, foi quando descobri Zumbi dos Palmares, Marcos Garvei, Black Panters, Malcom x, Nelson Mandela e outros. Foi quando percebi que eu vivia em uma sociedade racista e negligente, e precisava obter o máximo de conhecimento para não ser subjugado por ninguém. Nesse momento me tornei um militante das causas sociais e raciais e troquei de religião (antigamente católico hoje umbandista).

Sabemos que no Brasil o patrocínio na grande maioria dos esportes não existe. Você vê alguma forma de mudar isso? Se pudesse fazer um apelo aos governantes e instituições privadas referente ao patrocínio de atletas, o que diria?
Existem várias formas de se captar recursos para uma instituição. Seja na forma de patrocínio ou na forma do abatimento do imposto de renda. O governo deveria criar uma lei para esse estreitamento comercial. Eu nunca apelo para o governo, eu exijo do governo. Somos fortes no esporte, o que precisamos é de melhores condições de trabalho e investimento, as universidades do Brasil poderiam fazer esse investimento.

Por sua medalha ter sido o primeiro ouro, você acha que isso refletiu em uma mídia maior tanto para o Taekwondo como para você?
Possivelmente, eu ganhei uma medalha, o Thiago Pereira ganhou oito. Só me destaquei pela minha história de sofrimento. A mídia gosta quando isso acontece, dá ibope.


Quando você fez seu protesto nos jogos Olímpicos de Atenas em 2004 vestindo uma luva preta dos Black Panthers você acabou sendo chamada a atenção. Faria tudo novamente, mesmo sabendo das conseqüências?

Eu não faria novamente, eu ressuscitei o movimento no esporte. Mas espero que outros atletas um dia façam.

A maioria dos pontos no Taekwondo são feitos através de chutes, você acha que uma variação com soco não seria uma boa idéia já que socos no tronco são permitidos?
O taekwondo só é bonito de se ver, porque não se vale soco no rosto. Se torna uma luta estratégica e inteligente.

Depois do resultado duvidoso das lutas do Márcio Wenceslau e da Natália Falavigna foi pedido que os juízes pudessem usar telões para confirmar a pontuação e também fosse adotado o uso de sensores eletrônicos, como na esgrima. Você acha uma boa idéia implantar essa tecnologia para saber quem aplicou e acertou primeiro o golpe?
Já está em estudo coletes eletrônicos, tudo que beneficiar os atletas é valido.

Muitos atletas de lutas marciais estão migrando para o MMA, você já pensou nessa possibilidade?
Não. Ainda tenho duas olimpíadas pela frente, e não vou querer apanhar depois de velho (rsrsrs).

Foi noticiado essa semana que quatro atletas foram pegos pelo doping. Dois dos frascos positivos, deverão ser isentos já que foram acompanhados por justificativas. Os outros dois, porém, deverão ser levados em conta, havendo grandes chances de os atletas serem punidos. Em relação a isso, você acha que ainda hoje atletas insistirem no uso de substâncias ilícitas é por acreditarem que sairão impunes?
O doping sempre existiu no meio esportivo, como a corrupção sempre existiu na política brasileira. Isso nunca vai acabar.

Na sua opinião o Brasil possui estrutura para sediar os jogos Olímpicos de 2016? Depois dos jogos Pan-Americanos do Rio, você acha que as chances aumentaram para que isso ocorra?
O Brasil deveria se preocupar em abrir centros de treinamentos, captar recurso para os esporte que se destacaram no pan. Sediar os jogos olímpicos sabendo que existem atletas de elite morando em favelas. Isso é ignorância.

Em entrevista ao site UOL após sua vitória, você disse que no Mundial, havia ido muito mal e decidiu que algumas coisas deveriam mudar “de dentro para fora, não de fora pra dentro”, que coisas foram essas que mudaram em você?
Todo treino que eu fazia eu pensava que estava lutando com um adversário do pan, e condicionava a minha mente a superar a dor e o cansaço.

Quero agradecer a sua atenção e pedir que você deixe um recado para o pessoal do Centro de Treinamento Elite Fight.
Espero que vocês tenham gostado da entrevista, e que alguma coisa que eu falei tenha servido para melhorar seu caráter. Seja um vencedor, ou morra tentando. Um abraço Diogo Silva

웃 T s u n a m i 웃

Duda

Dusica Yankovich, conhecida por Duda, de origem Sérvia radicada no Brasil, há oito anos, “Moro aqui, amo as pessoas daqui. Sou mais brasileira do que muita gente que nasceu no País, porque fui eu quem escolhi isso. Não apaguei minha origem sérvia, mas tenho orgulho de carregar o nome do Brasil”, diz Yankovich.
Essa loira de 1,69 m e 64 kg pegou gosto pelos esportes ainda criança, praticou natação durante 6 anos, na escola participou dos times de Handball, Vôlei e Futebol, sempre se destacando e ganhando diversos prêmios.
Aos 11 anos apaixonou-se pelas Artes Marciais, e começou a treinar Karatê (estilo Shotokan), aos 14 tornou-se a Faixa Preta mais nova da Sérvia e foi aos 19 que decidiu mudar para um esporte com mais contato e adrenalina: o Kickboxing.
Em 1999, trocou a Sérvia, abalada por conflitos na região balcânica, pelo Brasil com o objetivo de continuar sua carreira no Kickboxing.
Em 2002 fez sua estréia no Boxe, em novembro de 2006 conquistou o cinturão da WIBA (Womens Internacional Boxing Association), tornando-se a primeira brasileira a ser Campeã Mundial de boxe, hoje Duda acumula em seu cartel 8 lutas, todas com vitória sendo 5 delas por nocaute.
Em resumo Duda Yankovich é sinônimo de beleza, simpatia, determinação, inteligência e acima de tudo disciplina para alcançar todos seus objetivos.

AA: O que fez você escolher justamente o Brasil como seu novo lar?
DY: Foi minha escolha na época, tive algumas propostas, mas já conhecia o Brasil de uma viagem onde fui convidada para lutar aqui. Fiquei um mês e me apaixonei pelo país. Era uma opção mais segura por já ter um emprego oferecido (como instrutora de Kick Boxing na época) e também mais desejável, por eu ser uma pessoa que adora sol.

AA: De onde começou essa paixão pelos esportes? Na sua família existe mais algum atleta? Sempre e teve o apoio deles?
DY: Na família sou a única atleta, não tive muito apoio por escolher um tipo de esporte como luta (ninguém gosta de ver a filha fazendo um esforço físico que eu fazia… tomando e aplicando golpes…) mas também a minha família nunca me obrigou a parar ou fazer outra escolha… apenas deixaram rolar.

AA: Você já fez trabalhos como dublê, como modelo e sempre obteve sucesso. Poderia ter escolhido uma dessas profissões. O que fez você optar pelo esporte?
DY: Eu sou atleta, vivo como atleta e gosto disso. Eu faço muita coisa fora disso, mas tudo isso é ou curiosidade, ou vontade de aprender uma coisa nova, ou desafio, talvez até vaidade… mas a minha vida é o esporte. Hoje certamente o Boxe.

AA: Você disse em entrevista, que começou a levar o boxe realmente a sério depois de sua vitória no programa Boxe Brasil, na Band, em 2002. O que foi que mudou em você depois dessa luta?
DY: Mudou que eu nem treinava Boxe antes disso. Era atleta de Kick Boxing, daí eu vi que com um pouco mais de treino e dedicação eu poderia me dar bem no boxe. Afinal o Kick Boxing já estava morrendo e hoje está quase substituído por Vale Tudo e Muay Thai. As pessoas treinam um ou outro mencionado, mas dificilmente procuram o Kick. Já o Boxe é um esporte tradicional… nunca morrerá.

AA: No final da sua luta com a norte-americana Belinda Laracuente, ela reclamou do resultado e pediu revanche. Seu técnico Miguel de Oliveira em entrevista à Rede TV, logo após a luta, disse que essa revanche está aceita. Quando será essa luta e onde? Você achou justas as reclamações dela?
DY: Cada um tem direito de reclamar e faz isso. Era o direito dela. Por mais que tenha aplicado maior volume de golpes, a Belinda acertou poucos e maior número deles na área do abdômen, que era uma parte do planejado, para que ela se aproximasse mais de mim e para que eu pudesse aplicar os cruzados que eu queria. A luta foi levada muito bem, na inteligência, pois a Belinda é uma atleta difícil, muito experiente e muito movimentada, eu tive que pensar muito, ficar calma e não cair na provocação dela. Fiquei concentrada e fiz o trabalho e por isso ganhei sem dúvida nenhuma. Afinal ela não reclamou a derrota, mas a diferença de pontos. Até certo ponto posso dar a razão a ela, mas mesmo se fosse empate ela não ficava com o cinturão, pois quem o conquistou é quem o mantém. A revanche está aceita, mas não sei quando acontecerá e se acontecerá, pois depende da organização deles agora. Eu e meu time, fizemos nossa parte. Eu fui desafiada e defendi meu título, mais do que isso não preciso fazer.

AA: Quando você está próxima a uma luta, o que muda em seus treinos e alimentação?
DY: Os treinos se tornam mais curtos e mais intensos… simulando a própria luta, é feito muito sparring, bastante treinamento de peso com explosão… e também corridas rápidas curtas e intensas. Alimentação? Eu sempre mantenho uma dieta balanceada. Próxima da luta dependo do peso que eu devo ficar, como carboidratos que é complexo para o treino e proteína para “alimentar” a massa magra.

AA: Depois da conquista do cinturão da WIBA, quais são seus próximos objetivos dentro do boxe?
DY: Às vezes eu digo, “é fácil chegar no topo, difícil é ficar lá”. Então para mim, a Duda, nada mudou, eu continuo treinando do mesmo jeito e fazendo as mesmas coisas. Depois de conquistá-lo eu terei de defendê-lo por muito tempo e também tentar unificar com algum dos outros. Então a vida continua do mesmo jeito.

AA: Com o MMA crescendo em todo o Brasil, e hoje tendo nomes de mulheres em destaque como de Cris Cyborg, mesmo sendo você Campeã Mundial de Boxe, já pensou na possibilidade de partir para essa modalidade?
DY: Não pensei… nem penso. Eu respeito MMA (Vale Tudo) e sei o quanto esses atletas precisam de treinamento e dedicação para chegar a uma vitória. Mas acho que cada um fica na sua área. Eu mesma já treinei outras lutas, mas agora me limito apenas ao Boxe. Eu gosto de fazer o que faço bem, me dedicar com tudo. Mas a base de todas as lutas é a mesma. Por mais que sejam muito diferentes, todos nós lutadores buscamos a mesma coisa, superação, desafio, adrenalina, autoconfiança e vitória.

AA: Ser uma mulher bonita, que chama a atenção por onde passa, mais te ajudou ou prejudicou até hoje em ser uma atleta reconhecida pelo seu talento e não por sua beleza?
DY: Eu nunca me vi como uma mulher que seja admirada pela beleza, mesmo porque os gostos são diferentes, não se discute, mais eu não vejo porque a beleza ajudaria na carreira. Eu faço um esporte de alto rendimento físico, de muita habilidade, força, etc. Como a beleza me ajudaria nisso? De jeito nenhum. Agora, após a conquista, o fato de ser uma mulher normal interessa mais as pessoas, elas tem curiosidade para saber se isso é possível e como é possível. Mas isso aí é legal saber, que tem as pessoas admirando esse fato, e eu tento incentivar o maior número de mulheres em primeiro lugar, justamente mostrando que treinar boxe não muda nada na vida, e mais do que nada, não muda o fato de você ser feminina e com certeza mulher.

AA: Você sabe precisar qual o peso de um soco seu?
DY: Nunca medi nada disso… já fui fazer umas besteiras no parque de diversão, mas nada demais. Acho isso totalmente não importante, o que derruba é um golpe perfeito, bem colocado, encaixado e não um golpe forte. Esta é a diferença entre o boxe e a briga de rua.

AA: Já existem lutas marcadas? Para quando e onde?
DY: A próxima luta é de novo para defender o cinturão, será a segunda este ano, contra uma colombiana chamada Paola Rojas. Será no Brasil, mas a cidade e o local ainda não sei.

AA: Você já ouviu perguntas como: “Você sabe lutar mesmo?” ou “Você luta no gel?”. Qual foi a pior das perguntas que já te fizeram? Elas não te fazem sair do sério?
DY: Não me irritam mais, pois é ignorância das pessoas ou maldade. Nenhuma destas coisas deve me irritar, o que me tira do sério é o que é verdade. O que é falado por meus próximos ou pessoas que eu respeito, mas esta pergunta das pessoas que acham que você consegue ser Campeã Mundial tendo um par de olhos azuis, “ai como eu queria… haha”, mas o caminho é muito mais longo e cheio de pedras.

AA: Sobre o filme Menina de Ouro, você acha que é apenas mais uma produção cinematográfica ou que realmente retrata a realidade de uma boa parte de atletas que possuem talento, mas poucas condições para um treinamento de qualidade?
DY: O filme despertou interesse para o Boxe feminino, mas nem 100% positivo. Existem muitos fatos verídicos no filme, como preconceito, não aceitação de uma atleta feminina, dificuldades no esporte, pouco ganho, muito treino, politicagem e traições no meio da organização, isso sim. Mas os fatos que acontecem no fim do filme, e a última luta não são muito prováveis de acontecer. Aliás, eu nunca ouvi falar nada do gênero. E tudo bem, quem conhece Boxe entenderá, e não falará apenas o começo e o fim – Boxe Mata – e isso não pode acontecer. O filme se tornou anti-propaganda deste esporte maravilhoso. Achei um pouco anti-filme também. Não sei…

AA: O que você diria aos homens que ainda possuem preconceito quando vê alguma mulher praticando esportes como Boxe, Jiu Jitsu, Muay Thai, entre outros?
DY: Então, não aceitar mulher neste tipo de treino é meio normal, meio instintivo do homem, mas também é muito machista. Embora me considerem e me chamam de feminista, não sou, acho que diferenças existem e muitas, por isso temos dois sexos, mas a que se fala desse tipo de esporte é uma escolha, cada um pode tentar treinar e ter o melhor resultado possível. Não vejo porque não deixar uma mulher treinar se ela mesma fez a escolha. Ela terá que viver com lados bons e lados ruins deste esporte como em tudo na vida, mas a escolha é só dela e ninguém tem direito de opinar. Igual seria eu falar que não vou comer em um restaurante onde homem cozinha, pois não é natural. Eu conheço muita mulher que nem ovo sabe fritar, então a questão não é sexo, é a escolha… quem faz e quem luta para seu lugar no sol.

AA: Por que as mulheres que ainda possuem algum receio em praticar boxe deveriam deixá-lo de lado?
DY: Muitas tem dúvidas, ouvem muitas lendas, etc. Concordo que nem toda mulher deve lutar mesmo, enfrentar o ringue, pois este é o passo para aquelas que querem mesmo seguir a carreira. A dedicação tem que ser maior, tem seu lado ruim também, mas o treinamento de Boxe em si é uma das melhores atividades para ajudar a ganhar condicionamento físico, resistência, força, etc. Algumas procuram pela defesa que também tem seu papel, mas a maioria deve procurar, este é o meu conselho, pelos benefícios físicos (melhora de físico pessoal) e pelos benefícios mentais (Boxe é um ótimo fator anti-stress), também a mulher que treina uma luta é sempre mais confiante, mais decidida, tem mais atitude. Acho que mulheres devem pensar nisso quando se fala do Boxe e não da lenda estúpida que alguém disse que tem que quebrar o nariz e tirar a cartilagem para começar a treinar o Boxe… “ah… me poupem”…

AA: Finalizando, gostaria de agradecer sua atenção e toda a paciência em nos conceder essa entrevista. E pedir que deixe um recado para todos do Centro de Treinamento Elite Fight.
DY: Tenham atitude!!! Seja no Boxe ou no Balé, seja na luta ou na música. O que conta é a atitude e as pessoas que fazem a diferença. Embora não tenha nada contra, novela das 8 não faz a diferença, nem o ator gato principal. O que faz a diferença são as pessoas do seu lado, que têm atitude, basta olhar!!!

웃 T s u n a m i 웃

zulu

Marcelo Santos Martins Gomes, conhecido pelos amigos e fãs apenas por Zulu, aos 26 anos, no alto de seu 1,77m (“isso mesmo, 1,77 na TV parecia muito mais alto”… comentário feito pelo próprio Zulu) e 88 kg esse carioca de Niterói é pura simpatia e sorriso.
Depois de ficar conhecido nacionalmente pela participação do reality show Big Brother Brasil 4, Zulu chama a atenção em qualquer lugar, sendo assediado constantemente por fãs de todas as idades.
Contrariando a imagem já batida de que lutador tem pinta de Bad Boy, ele faz amigos por onde passa, dono de um humor peculiar atormenta todos que o cercam.
Além de ser uma das promessas de medalha no Pan 2007, estreou no MMA com vitória em novembro passado, mostrando para que veio.
Direto do Rio de Janeiro onde se prepara para mais uma seletiva do Pan 2007, Zulu nos concedeu entrevista exclusiva.

AA: Zulu, com que idade você começou a treinar Greco-Romana e de onde surgiu o interesse por essa modalidade de luta?
MZ: Comecei a treinar luta olimpica estilo livre em 1997, pq eu treinava luta livre esportiva e acreditava que com a luta olímpica iria melhorar meu rendimento em competiçoes de LLE. Só em 2000 que resolvi me dedicar exclusivamente a Greco-Romana, por influência dos meus companheiros de treino.

AA: Sabemos que você é uma esperança de medalha no Pan 2007, mas ainda estão na seletiva, no Pan de 2005 você ficou em quarto lugar, qual sua expectativa para o Pan do Rio? Qual a próxima luta?
MZ: As vagas do Pan ainda não foram decididas, apesar de haver favoritos, nenhuma vaga foi decidida ainda. Isso acontecerá agora dia 31 no campeonato brasileiro. Toda competiçao é uma caixa de surpresas, principalmente jogos, onde os atletas dão a vida pelo País! Mas pretendo competir de igual pra igual com os favoritos (Cuba e EUA).

AA: Em entrevista sua, ano passado, para um site você disse que estava cansado de apenas abrir os eventos de MMA lutando Submission, o que te levou a querer treinar Vale Tudo???
MZ: Sempre foi um sonho pessoal meu, quando comecei a treinar LLE visava um dia subir no ringue!! Acabou que realmnte subi e gostei!! Hehehehe!

AA: Morando em Curitiba há pouco mais de 1 ano, você já sente-se totalmente adaptado? Qual foi a pior coisa para sua adaptação?
MZ: Eu fui de maluco pra Curitiba, sem conhecer ninguém, incentivado pelo meu companheiro de BBB o finado Buba. A Chute Boxe me recepcionou como irmão, no primeiro dia que estava lá já me sentia na família! Depois disso o resto foi moleza! E claro, bastante casaco pro frio!! Hehehe!

AA: Sabemos que a Chute Boxe é uma das melhores academias do Brasil, mas o que te fez tomar a decisão de largar o Rio de Janeiro?
MZ: Visitei a academia em dezembro de 2005, tive uma conversa com Mestrão Rudimar e com Mestre Rafa. Depois disso eu tava decidido a ser um Chute Boxer!!

AA: Como não poderia deixar de ser, teremos que falar da sua participação no BBB. Lembro-me que de dentro da casa você disse ao Pedro Bial “que sua intenção em participar do programa seria para divulgar a luta Greco-Romana e conseguir patrocínio”. Você conseguiu alcançar seus objetivos? Ser ex-BBB ajudou você de alguma forma como atleta?
MZ: Claro, ajudou muito. para um atleta, exposiçao na midia é ótimo e eu fiquei 7 semanas em horário nobre!!! Hahahahaha! O esporte realmente foi divulgado e continua sendo em cada competição que participo! Pra mim foi bom e está sendo bom as consequências do programa!

AA: Na sua primeira luta de vale tudo contra o experiente Cristian Tide (Ponto 1) você venceu por decisão dos juízes. Como você avalia essa sua estréia?
MZ: Nao lutei 1/3 do que tava treinando na academia, mas vitoria é vitoria! Achei engraçado, o Cristian é um completo louco!! Roubou a cena no vale tudo!!! Hahahahaha!!!

AA: Você foi um dos lutadores participantes do 1º Elite Fight Combate, participando de uma luta de submission, como você avalia o evento?
MZ: Não tinha prorrogação, como no tempo previsto não houve pontos o árbitro Jorge Patino decidiu pelo empate! A competição foi muito bem organizada e com lutas de alto nível!

AA: Você sabe que é um ídolo para muita gente, e principalmente para meninada que está começando agora. O que você diria para esses pequenos atletas? Qual o conselho que você dá para eles?
MZ: A vida de atleta é dura! Dedicação e força de vontade é tudo!! Mantenham-se humildes nas vitórias e fortes de cabeça erguida nas derrotas!

AA: E para finalizar, queria agradecer a sua paciência e a boa vontade em dar essa entrevista e quero te pedir para mandar um recado para o Joel Jr e todo o pessoal do Centro de Treinamento Elite Fight.
MZ: Eu que agradeço pelo espaço que vocês me dão!!! Joel e todo Centro de Treinamento Elite Fight estão de parabéns!!! Estamos juntos nos próximos eventos!!! Grande abraço à todos!

Não percam neste domingo 25, à partir das 09:30 super matéria com Zulu no ESPORTE ESPETACULAR da Rede Globo. Em breve divulgaremos novidades entre Zulu e o CT Elite Fight.

Valeu Zulu, Força Guerreiro!!! Rumo ao Pan…

웃 T s u n a m i 웃