Fight



“QUANDO O HOMEM SE CONFUDE COM A LENDA NASCE O MITO.”

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“Nascido malandro astucioso, corpo irrequieto, protetor, doce de leite na boca das meninas, desatador de elástico de calcinhas de mulher sabida, mão aberta, gastador irresponsável do seu e do dinheiro dos amigos, e PhD em porradas dentro e fora dos ringues, eis que alguns puristas teimam em dizer ser questionável de conduta. Mas que na realidade trata-se de um anjo, anjo temível, mas um anjo…” (Robson Gracie, em 2004)

Quem ainda não comprou a Gracie Magazine de janeiro corra atrás e compre, imperdível a matéria de Luca Atalla, sobre Ryan Gracie. E não é questão de ser fã ou não, é questão de ser um documento histórico aos praticantes e admiradores das artes marciais.

Impecável o modo como foi abordado o assunto, em nenhum momento tentaram transformar o Ryan em um santo, o que definitivamente ele mesmo nunca fez questão de ser, mas todas as histórias contadas sobre ele certamente o tornam um personagem de sua própria história, um personagem dele mesmo, um herói ou até anti-herói de uma fábula moderna sem final feliz.

Passado um mês de sua morte, muitas coisas ainda não foram esclarecidas, muitas dúvidas continuam no ar, mas a verdade mesmo, nua e crua, essa foi com ele, só o próprio Ryan poderia dizer o que aconteceu naquela madrugada de sábado.

Seja como for, uma coisa é certa, “O Fera” nunca será esquecido, saindo das páginas dessa vida louca e indo ilustrar os ringues e tatames dos eternos guerreiros.

“Tenho duas satisfações na vida: uma, agradar aos que gostam de mim. Outra, talvez a mais importante, é contrariar os que estão contra mim. Ou seja, torcida contra me dá mais prazer que a favor.” (Ryan Gracie)

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fighter

Lembra daquele bordão “cada mergulho é um flash”? Então, no MMA é mais ou menos assim, a cada notícia uma polêmica.

Polemizar é bom, poder expressar nossa opinião melhor ainda, mas sempre bater na mesma tecla tem horas que não dá!

Em um conhecido fórum muito freqüentado pela galera dá para ver frequentemente isso que estou falando.

Qualquer coisa vira motivo de horas ou até dias de discussão, mas esse não é o problema maior, o que mais me incomoda é a falta de base de quem está discutindo, a falta de alfabetização gritante que agride minhas pupilas, a falta do que fazer.

A própria Constituição nos garante o direito de expressão, mas não podemos gastar esse direito falando besteira.

Se você for observar são sempre os mesmos, falando as mesmas besteiras, só mudam os alvos. Em um post o cidadão defende tal lutador de tal equipe, praticamente jurando de morte a equipe rival e não mais que derrepente no próximo post o mesmo cidadão muda tudo.

Se é que possa haver coisa pior, ainda há, o pior é que a grande maioria são keyboard warriors “guerreiros de teclado”, graduados em lutas virtuais, uma espécie de trava língua nos dedos.

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fx preta

GRACIE Magazine listou cem coisas que você deve fazer até chegar à faixa-preta (e outras 20 que você não deve fazer). Se você já é um faixa-preta, a lista vale como uma revisão de sua carreira e até como um estímulo para você criar o seu próprio plano de metas até a faixa coral.

CONFIRA:

1 » Gostar de Jiu-Jitsu.

2 » Amar o Jiu-Jitsu.

3 » Respeitar o Jiu-Jitsu.

4 » Aprender a dosar força e técnica, de modo que você lute durante o máximo de tempo sem cansar.

5 » Entender que a faixa não é o único objetivo, mas uma conseqüência do esforço e aprendizado. A pessoa que tem como meta apenas pegar a nova faixa limita o próprio potencial, que é sempre algo enorme e desconhecido. Em vez de se concentrar nisso, preocupe-se em desenvolver aspectos técnicos da luta.

6 » Saber o programa de aulas básico de cor e salteado.

7 » Estudar a fundo as técnicas de defesa pessoal. Ou você pretende ser um faixa-preta que se ­desespera para sair de uma grava qualquer?

8 » Fazer um treino duro com o próprio mestre.

9 » Fazer vários amigos de fé na academia.

10 » Disputar um campeonato e voltar com a medalha de ouro para casa.

11 » Disputar uma categoria absoluto.

12 » Perceber que no fundo, no fundo, pontos e cronômetro não existem, enquanto não há nada mais real que os três tapinhas.

13 » Participar de um seminário ministrado pelo seu grande ídolo.

14 » Aprender a falar inglês. Do jeito que o ­mercado do Jiu-Jitsu está efervescente, você vai ter que se comunicar em outros continentes.

15 » Aplicar um armlock voador à vera durante uma luta. Ou pelo menos tentar.

16 » Lutar um Mundial.

17 » Inventar algum golpe – seja por acaso, ­intuição ou plena consciência.

18 » Dar um nome bem original ao golpe criado, como por exemplo “borboleta voadora”, “pega-bobo”, “gogoplata” ou “bola de fogo”.

19 » Experimentar as mais variadas dietas até descobrir duas ou três que realmente funcionam para estimular o seu corpo, antes, durante e depois das competições.

20 » Fazer ao menos um ano de judô – caso o treino intenso de quedas não seja um costume de sua academia.

21 » Aprender a perder.

22 » Aprender a vencer.

23 » Encontrar a marca de kimono cuja modelagem se ajuste melhor ao seu corpo.

24 » Afiar o surfe, pois você ainda vai participar do Campeonato Black Belt de Surfe.

25 » Se o surfe não for a sua praia, desenvolver outra atividade ao ar livre, para se energizar nos dias fora da academia.

26 » Aprender a ensinar. O que inclui saber conduzir uma aula completa, planejar o aquecimento específico para o treino do dia, casar os treinos com coerência, saber deixar o aluno novamente calmo ao fim do treino para ir para casa, entre outros pontos. “Na marrom, o atleta promissor pode dar uma aula com o faixa-preta do lado, como um estágio, um ­teste”, sugere o professor Raphael Abi-Rihan.

27 » Ler o manual de regras do Jiu-Jitsu da IBJJF.

28 » Próximo à faixa-preta, participar de treinos simulados de vale-tudo, conhecidos popularmente como treinos de bloqueio e taparia. Situações reais de luta são extremamente importantes para afiar sua defesa pessoal, saber o tempo de entrada de queda e lapidar outros aspectos.

29 » Esquecer as bombas.

30 » Tentar fazer aulas particulares – vitais para dar um refino técnico e aprender macetes com seu professor.

31 » Oferecer-se de ­sparring para seu mestre, especialmente em aulas particulares, em que você também vai aprender muito.

32 » Montar sua bibliografia básica sobre artes marciais. Quanto mais livros, melhor.

33 » Lutar, com todas as forças, para aquele apelido que botaram em você não pegar.

34 » Aceitar o apelido, se pegar.

35 » Emplacar um bom apelido em algum parceiro.

36 » Incentivar uma criança a começar no Jiu-Jitsu. Afinal, elas são o futuro do esporte.

37 » Adquirir autocontrole.

38 » Usar suas habilidades técnicas e seu gás para sair de alguma enrascada. Aventuras fazem parte da história de qualquer grande faixa-preta.

39 » Não deixar o seu bom Jiu-Jitsu subir à cabeça – mantenha os pés no chão.

40 » Saber reagir. Não existe uma cartilha exata sobre como você deve proceder em cada situação, mas o professor Carlos Gracie Jr. costuma ensinar uma lição clássica. Quando alguém estiver o incomodando, no cinema, no avião em qualquer lugar, pense antes de agir: e se essa pessoa fosse o Ricardo Arona ou o Wanderlei Silva, você faria o quê? Ou seja, há horas que você decididamente tem de interceder, ou mesmo ir lá falar com o chato. Mas faça sempre com educação – sem covardia. Seja a pessoa uma velhinha, um grupo de adolescentes, o Arona ou o Wanderlei Silva…

41 » Não deixar nunca de treinar o básico, bem como a defesa dos golpes.

42 » Ter um fisioterapeuta camarada, que depois de tantas consultas já faz aquele desconto quando surge uma nova lesãozinha…

43 » Ter a sua receita favorita de açaí.

44 » Descobrir a sua melhor hora de treinar, e entender se o seu corpo responde melhor aos treinos duros à noite, à tarde, ou de manhã cedo.

45 » Enviar um e-mail elogiando a GRACIE Magazine.

46 » Enviar um e-mail esculhambando a GRACIE Magazine – ou sugerindo novas pautas.

47 » Estudar o básico da história do seu esporte, e saber quem foram e o que fizeram os pioneiros do Jiu-Jitsu.

48 » Todo faixa-branca já viu mais de 48 vezes, então não é você que vai deixar de rever: assistir, volta e meia, às primeiras lutas de Royce no UFC, as de Rickson no Japão ou a batalha entre Minotauro e Bob Sapp. Afinal, fazem parte da saga do Jiu-Jitsu.

49 » Após tantos anos de torções, descobrir o golpe para o qual você não bate de jeito algum – uma chave de pé, uma guilhotina…

50 » Ser flexível; descubra seu programa de alongamento favorito.

51 » Equiparar seu jogo por baixo ao seu modo de lutar por cima – ou pelo menos chegar bem perto disso.

52 » Medir forças com atletas de outras modalidades, como wrestlers em torneios de submission, amigos judocas e por aí vai.

53 » Conversar muito com os mais graduados e velhos mestres.

54 » Raspar o cabelo, nem que seja uma só vez.

55 » Registrar em fotos o auge de sua forma física. Além de servir como acompanhamento, isso vai motivar a não deixar o shape cair, mesmo com o passar dos anos – e das faixas. E você ainda terá uma bela fotografia para um dia tirar onda com os filhos e netos…

56 » Fazer uma viagem inesquecível para lutar ou treinar Jiu-Jitsu com a equipe.

57 » Representar bem e divulgar a bandeira do nosso Jiu-Jitsu no exterior.

58 » Uma vez em San Diego, na Califa, dar um pulinho na Universidade do Jiu-Jitsu. O telefone: (419) 283-7310.

59 » Acostumar-se ao desconforto. Afinal, como dizia Wallid Ismail, “é tempo ruim o tempo todo”.

60 » Se dar mal com as mulheres por causa da sua orelha.

61 » Se dar bem com as mulheres por causa da sua orelha.

62 » Ter tido no mínimo 17 kimonos até pegar a preta. Se não, você não gastou pano o bastante…

63 » Doar seus kimonos velhos para projetos sociais e alunos carentes.

64 » Entender a dinâmica do seu corpo, afinal cada biótipo se adapta de um jeito diferente ao Jiu-Jitsu. O seu jogo deve estar em sintonia com o tipo de corpo que você tem.

65 » Respeitar os faixas-brancas. E azuis, roxas…

66 » Desenvolver sua flexibilidade mental – em qualquer campeonato no mundo, é comum você competir mais tarde ou mais cedo do que o esperado, mudar de área de luta pouco antes do combate… “Nesses casos, relaxe e aceite. A ausência de um pensamento rígido permite que você tire o melhor de cada experiência e evolua”, ensina nosso colunista Martin Rooney.

67 » Absorver qualquer nova técnica que lhe é ensinada, mesmo que não se torne sua especialidade. Certamente pode ser a de algum oponente…

68 » Pelo menos uma vez na vida, decidir competir em algum torneio em cima da hora. Lembre que não existe uma fase “perfeita” para lutar, vá e lute – e quem sabe será a hora perfeita.

69 » Bater, bater e bater, várias vezes. E, quem sabe, até dormir num golpe. Faz parte, tudo é aprendizado até a condecoração máxima.

70 » Fazer uma luta (ou vá lá, no mínimo um treino) sem tempo ou pontos, até pegar.

71 » No caso de ter a chance e amigos em outras academias, visitar novos ambientes. “Gostaria de ter ido treinar mais como outros atletas, para testar o meu Jiu-Jitsu sem a pressão dos campeonatos. Sinto falta por não ter treinado com o Amaury, Libório, Roleta, Cachorrão e Pé de Pano”, revela o hexacampeão mundial Saulo Ribeiro.

72 » Ser o herói de alguém – nem que seja do seu irmão mais novo.

73 » Explicar mais de uma vez, a diversos amigos, a filosofia do Jiu-Jitsu, e não perder a paciência quando ouvir, “Mas lutador não é tudo meio burro, não?”

74 » Ser convidado para ajudar na segurança daquela festa de amigos. Nem que seja para recusar elegantemente, apesar de sentir-se orgulhoso por dentro.

75 » Ter um Gracie favorito.

76 » Dar uma moral, do jeito que você puder, a algum projeto social tocado por um faixa-preta parceiro seu.

77 » Ter o Jiu-Jitsu como estilo de vida e aproveitá-lo ao máximo. Para isso, deve-se entender que a arte não se resume a uma modalidade esportiva.

78 » Descobrir o que é persistência na própria pele – afinal, é quase certo que você vai ficar um tempo parado por conta de uma lesão. Mesmo ­assim, não esmoreça.

79 » Saber que a GRACIE Magazine é a melhor revista sobre Jiu-Jitsu no mundo, e sempre pedir para o jornaleiro amigo separar seu exemplar.

80 » Não se espantar com expressões curiosas como “nó de porco”, “creonte”, “calçar a bota”, “amassa-pão”…

81 » Soltar volta e meia um “bicho” no final da­ ­frase, e saber que isso nunca saiu de moda.

82 » Descobrir o que te motiva antes de um ­treino e o que serve como alívio após um dia ruim na ­academia – seja uma música, uma leitura ou algum ­pensamento positivo.

83 » Desenvolver um estilo próprio como lutador.

84 » Desenvolver um estilo próprio como professor.

85 » Entender que cada “façanha” ou briga na rua não acrescenta nada a um praticante, e sim representa um passo atrás na sua busca pelo reconhecimento no Jiu-Jitsu. Como afirma Saulo, “Eu nunca daria uma faixa-preta a uma pessoa sem escrúpulos, ou melhor, essa pessoa nem treinaria comigo porque não seria capaz de abrir minha alma para ensiná-lo.”

86 » Encontrar um meio de tirar prazer das grandes e pequenas coisas no Jiu-Jitsu, desde o aquecimento até os dias ruins na academia e as derrotas.

87 » Aprender noções de primeiros socorros.

88 » Aprender a lidar com o medo, a insegurança e a ansiedade que todos temos, uns mais, outros menos. Por isso a competição é um dos melhores ambientes para se autoconhecer, não só como atleta.

89 » Entender sua responsabilidade como atleta graduado. “Se o cara pretende ser professor a responsabilidade é ainda maior, já que deve ser o exemplo para os que serão seu espelho. O Jiu-Jitsu não tem apenas a função de criar bons lutadores, mas homens capazes, dignos e honrados de levar a bandeira do Jiu-Jitsu adiante. Essa é a maior responsabilidade do faixa-preta”, ensina Robert Drysdale, professor da Brasa.

90 » Refletir sobre os erros.

91 » Depois de crescer com os erros, tirá-lo dos ombros.

92 » Enxergar a faixa-preta como um começo, não como o fim do caminho. “Aprimorei muito meu jogo depois que cheguei na preta”, lembra o astro da Alliance Marcelinho Garcia.

93 » Pelo menos a partir da faixa-marrom, competir sem kimono. O grappling tende a se desenvolver como modalidade, e você não vai querer ficar fora.

94 » Inovar nos exercícios. Não passe o resto da vida fazendo polichinelos.

95 » Enxergar o mais rápido possível que a academia não é lugar de competir, e sim de treinar e tentar posições. “Só batendo e exercitando suas deficiências você vai se tornar um lutador completo. Esse negócio de ‘ganhar treino’ é bobagem e limita o jogo e o aprendizado”, lembra Saulo.

96 » Experimentar técnicas de respiração, ginástica natural e yoga, para auxiliar seu desempenho como atleta. Apesar de vistas com desconfiança antigamente, hoje tais recursos estão largamente consagrados por grandes lutadores. Rickson, por exemplo.

97 » Preparar seu discurso antes da cerimônia de recebimento da faixa.

98 » Criar a sua própria lista com 50, cem ou 200 metas que você VAI cumprir até a faixa-preta.

99 » Aplicar a principal lei do Jiu-Jitsu à própria vida: enfrentar os desafios da maneira mais simples possível, pois certamente este será o modo mais eficiente.

100 » Largar a revista e ir treinar.

OS 20 MANDAMENTOS ATÉ A FAIXA-PRETA

1 » Não amarrarás.

2 » Não afrouxarás.

3 » Não matarás treino por motivos bobos.

4 » Não farás uso em excesso de álcool.

5 » Não farás uso em excesso do bate-estaca.

6 » Não usarás kimonos mal-cheirosos nem esquecerás do asseio.

7 » Não reclamarás da arbitragem – concentre em finalizar.

8 » Não creontarás – respeite seu mestre e sua academia.

9 » Não acatarás ordens que vão contra seus valores morais.

10 » Não serás grosso durante os treinos.

11 » Não farás da sua orelha estourada um troféu.

12 » Não sucumbirás aos biscoitos de chocolate, brigadeiros e afins.

13 » Não ficarás se exibindo – seja discreto, afinal, quanto mais exposto mais fácil é o alvo.

14 » Não falarás demais na academia nem causarás intriga entre os parceiros de treino.

15 » Não farás covardia.

16 » Não levarás a sério nenhum filme do Steven Seagal.

17 » Não contarás vantagem.

18 » Não tardarás a soltar o golpe quando o adversário bater.

19 » Não descontarás o estresse do dia-a-dia nos parceiros de treino.

20 » Não roubarás as Havaianas do colega de treinos.

(Gracie Magazine)

*Com a colaboração de: Alexandre Paiva, Alexandre Ribeiro, Amaury Bitetti, André Galvão, Fabio Gurgel, Helio Gracie, Hermes França, João Alberto Barreto, José Mario Sperry, Leonardo Santos, Leonardo Vieira, Marcelo Garcia, Martin Rooney, Raphael Abi-Rihan, Relson Gracie, Renzo Gracie, Ricardo Libório, Rickson Gracie, Robert Drysdale, Roberto Gordo, Rodrigo Comprido, Rodrigo Medeiros, Roger Gracie, Ronaldo Jacaré, Royler Gracie, Saulo Ribeiro, Sylvio Behring, Thales Leites, Vinicius Draculino, Vítor Shaolin, Wallid Ismail.

diogo

Ele teve uma infância difícil, uma Mãe guerreira e um sonho: aprender a lutar como nos filmes que assistia na televisão.
Diogo Silva, com 1,78m 68 kg e 25 anos esse caiçara de São Sebastião, criado em Campinas e hoje morador de Londrina mostrou a todos que acompanharam os Jogos Pan-Americanos à que veio.
Com golpes precisos e perfeitos, Diogo ficou com a medalha de ouro em sua categoria, e diga-se de passagem, a primeira de ouro que o Brasil obteve nesses jogos entre as 54 conquistadas.
Mas nada foi fácil, para chegar ao topo do pódio ele ainda teve que desembolsar 5 mil reais de seu próprio bolso para manter o seu treinamento antes do Pan.
Em entrevista exclusiva Diogo mostra que também não tem papas na língua e responde tudo com a maior precisão.

Você disse em entrevistas que sua Mãe o levou a uma academia e quis que fizesse uma luta para parar de arrumar confusão. Qual a importância que o esporte tem na formação do caráter de uma criança?
O esporte tem a capacidade de socializar crianças e jovens no meio em que vivem. As oportunidades de crescimento nas classes pobres são muito baixas, o incentivo em educação é quase zero. O esporte que tem dentro de seu contesto a motivação, disciplina e trabalho em grupo, traz uma auto-estima para quem pratica e um resultado positivo na gestão educacional.


“No bairro onde eu nasci para você ser alguém, tinha que ter uma arma. Muitos dos meus amigos continuaram por este lado.” Essa sua frase reflete uma realidade cada vez maior de nossa sociedade. Hoje certamente você é um ídolo nacional. Você espera com essa notoriedade poder ajudar a dar bons exemplos e a tirar jovens da rua?

Histórias como a minha nasce todos os dias no subúrbio do Brasil. O importante nesse momento é se criar soluções para que adolescentes não migrem mais para o tráfico de drogas. A integração do esporte junto às escolas e universidades do Brasil seria um bom começo. Projetos sociais com inclusão social e digital remunerado dariam mais base, e diminuiria histórias como a minha.

Em sua página de relacionamentos na internet praticamente todas as suas comunidades possuem um cunho político ou racial. Quando começou esse engajamento?
Na escola eu percebi que não tinha nenhum livro que fala sobre a história dos negros, eu só aprendi que os negros foram escravos e hoje dominam as classes pobres do mundo. Eu não tinha nenhum exemplo para seguir, não conhecia ninguém que me desse orgulho. Foi quando com 20 anos comecei a procura minha história, foi quando descobri Zumbi dos Palmares, Marcos Garvei, Black Panters, Malcom x, Nelson Mandela e outros. Foi quando percebi que eu vivia em uma sociedade racista e negligente, e precisava obter o máximo de conhecimento para não ser subjugado por ninguém. Nesse momento me tornei um militante das causas sociais e raciais e troquei de religião (antigamente católico hoje umbandista).

Sabemos que no Brasil o patrocínio na grande maioria dos esportes não existe. Você vê alguma forma de mudar isso? Se pudesse fazer um apelo aos governantes e instituições privadas referente ao patrocínio de atletas, o que diria?
Existem várias formas de se captar recursos para uma instituição. Seja na forma de patrocínio ou na forma do abatimento do imposto de renda. O governo deveria criar uma lei para esse estreitamento comercial. Eu nunca apelo para o governo, eu exijo do governo. Somos fortes no esporte, o que precisamos é de melhores condições de trabalho e investimento, as universidades do Brasil poderiam fazer esse investimento.

Por sua medalha ter sido o primeiro ouro, você acha que isso refletiu em uma mídia maior tanto para o Taekwondo como para você?
Possivelmente, eu ganhei uma medalha, o Thiago Pereira ganhou oito. Só me destaquei pela minha história de sofrimento. A mídia gosta quando isso acontece, dá ibope.


Quando você fez seu protesto nos jogos Olímpicos de Atenas em 2004 vestindo uma luva preta dos Black Panthers você acabou sendo chamada a atenção. Faria tudo novamente, mesmo sabendo das conseqüências?

Eu não faria novamente, eu ressuscitei o movimento no esporte. Mas espero que outros atletas um dia façam.

A maioria dos pontos no Taekwondo são feitos através de chutes, você acha que uma variação com soco não seria uma boa idéia já que socos no tronco são permitidos?
O taekwondo só é bonito de se ver, porque não se vale soco no rosto. Se torna uma luta estratégica e inteligente.

Depois do resultado duvidoso das lutas do Márcio Wenceslau e da Natália Falavigna foi pedido que os juízes pudessem usar telões para confirmar a pontuação e também fosse adotado o uso de sensores eletrônicos, como na esgrima. Você acha uma boa idéia implantar essa tecnologia para saber quem aplicou e acertou primeiro o golpe?
Já está em estudo coletes eletrônicos, tudo que beneficiar os atletas é valido.

Muitos atletas de lutas marciais estão migrando para o MMA, você já pensou nessa possibilidade?
Não. Ainda tenho duas olimpíadas pela frente, e não vou querer apanhar depois de velho (rsrsrs).

Foi noticiado essa semana que quatro atletas foram pegos pelo doping. Dois dos frascos positivos, deverão ser isentos já que foram acompanhados por justificativas. Os outros dois, porém, deverão ser levados em conta, havendo grandes chances de os atletas serem punidos. Em relação a isso, você acha que ainda hoje atletas insistirem no uso de substâncias ilícitas é por acreditarem que sairão impunes?
O doping sempre existiu no meio esportivo, como a corrupção sempre existiu na política brasileira. Isso nunca vai acabar.

Na sua opinião o Brasil possui estrutura para sediar os jogos Olímpicos de 2016? Depois dos jogos Pan-Americanos do Rio, você acha que as chances aumentaram para que isso ocorra?
O Brasil deveria se preocupar em abrir centros de treinamentos, captar recurso para os esporte que se destacaram no pan. Sediar os jogos olímpicos sabendo que existem atletas de elite morando em favelas. Isso é ignorância.

Em entrevista ao site UOL após sua vitória, você disse que no Mundial, havia ido muito mal e decidiu que algumas coisas deveriam mudar “de dentro para fora, não de fora pra dentro”, que coisas foram essas que mudaram em você?
Todo treino que eu fazia eu pensava que estava lutando com um adversário do pan, e condicionava a minha mente a superar a dor e o cansaço.

Quero agradecer a sua atenção e pedir que você deixe um recado para o pessoal do Centro de Treinamento Elite Fight.
Espero que vocês tenham gostado da entrevista, e que alguma coisa que eu falei tenha servido para melhorar seu caráter. Seja um vencedor, ou morra tentando. Um abraço Diogo Silva

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clubedaluta

E a semana promete… está começando quente com o assunto das lutas clandestinas, a Record exibiu hoje no Domingo Espetacular a matéria completa sobre as barbarias que alguns insistem em chamar de eventos.

Acompanhando as discussões nos fóruns especializados fico indagando o porquê de existirem dúvidas sobre o que está ocorrendo. Alguns ainda têm a capacidade de defender essas “rinhas humanas”.

Segundo o delegado Aldo Galeano além dos envolvidos poderem responder processo por lesão corporal, crime de periclitação de vida e corrupção de menores, poderão ainda ser indiciados até por formação de quadrilha.

“O que está acontecendo ai é lamentável… foi um grande retrocesso. Quem está envolvido nisso… pô é vergonhoso.”, dispara Eduardo Pamplona.

Robson Gracie sugere uma solução, “Cana! Delegacia mais próxima. Vamos levar essas feras para a jaula.”, fala indignado.

Já Vitor Belfort pede o fim, “Tem que tomar uma providência e banir.” E a união “A gente pode levantar uma bandeira… porque a gente defendeu ela com muito esforço.”

Todos vimos pela reportagem que existem “lutadores” conhecidos de equipes conhecidas envolvidos nessa sandice, é hora de cada um deles serem cobrados pela sociedade e principalmente pelas autoridades, se realmente vale tudo por dinheiro.

E como disse anteriormente… que justiça seja feita!

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Segundo a edição do Jornal da Record desta quarta-feira, 04 de julho, agora é oficial, a polícia de São Paulo instaurou inquérito para investigar o denominado “clube da luta”.

O delegado Aldo Galeano disse que “isto é comparado com uma coisa de animal que são as rinhas de galo de briga” salientando ainda que os envolvidos estarão sujeitos a processo por lesão corporal, crime de periclitação de vida e corrupção de menores.

Além disso, se for confirmada a suspeita de que ocorram apostas em dinheiro nas lutas, a platéia, os organizadores e os próprios competidores poderão ser indiciados por crime de contravenção.

Um dos percussores do Vale Tudo no Brasil, Robson Gracie mostrou-se indignado, “o que é isso… que selvageria é essa… que loucura é essa?”.

Alessandro Renner, presidente da Federação Paulista de MMA diz que os jovens atletas são sempre orientados a denunciarem os eventos clandestinos e ressalta“não se venda por dinheiro algum que por muito pouco você pode por sua vida em jogo”.

Foi mostrado também o valor que é vendido fora do Brasil estas imagens denominadas de “selvageria brasileira”, por apenas 20 dólares mensais pode-se ver essas barbarias.

É chegada a hora de separarmos o bom do ruim, e de dar um basta aos aproveitadores e mercenários que sujam o esporte.

O MMA é um esporte sério, com atletas sérios, com organizadores sérios, não é justo que deixemos esse tipo de pessoas acabarem com tudo.

No próximo domingo a Rede Record transmitirá um especial com imagens inéditas no Domingo Espetacular, programa exibido às 18h 15.

E que a justiça seja feita!

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Hoje o Jornal da Record denunciou o “Clube da Luta” comandado por Jorge Pereira, e retratou a indignação de Vitor Belfort, “O atleta, o lutador, ele tem uma vida dedicada, uma vida com respeito, dignidade, principalmente com integridade… e as pessoas que estão se envolvendo com essa coisa ilegal tem que ser preso… igual briga de rinha, briga de galo!”, desabafou Belfort.

Amanhã será mostrada a segunda parte da matéria onde Alessandro Renner, Presidente da Federação Paulista de MMA e produtor do Predador falará sobre o assunto.

Eis um bom momento para refletirmos sobre o que esse tipo de pessoas fazem com o que deveria ser um esporte sério.

Foi divulgado que as bolsas pagas são de 200 a 300 reais, em um lugar sem o mínimo de segurança para os “atletas” e o público. Já não bastassem as brigas de galo, as rinhas de pitbull agora temos esse tipo de coisas feitas com seres humanos.

Retrocedemos no tempo pelo menos 2 mil anos, voltamos à época em que pessoas eram jogadas nas arenas para enfrentarem leões.

É por essas e outras coisas que pessoas sem muita informação acham que no MMA literalmente “vale tudo”, por isso que acham que não é um esporte e sim uma selvageria.

No Vale Tudo existem regras, existem normas e existem atletas e pessoas sérias que fazem parte deste universo!

Confiram amanhã a segunda parte da matéria sobre O Clube da Luta, à partir das 20hrs, no Jornal da Record.

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Duda

Dusica Yankovich, conhecida por Duda, de origem Sérvia radicada no Brasil, há oito anos, “Moro aqui, amo as pessoas daqui. Sou mais brasileira do que muita gente que nasceu no País, porque fui eu quem escolhi isso. Não apaguei minha origem sérvia, mas tenho orgulho de carregar o nome do Brasil”, diz Yankovich.
Essa loira de 1,69 m e 64 kg pegou gosto pelos esportes ainda criança, praticou natação durante 6 anos, na escola participou dos times de Handball, Vôlei e Futebol, sempre se destacando e ganhando diversos prêmios.
Aos 11 anos apaixonou-se pelas Artes Marciais, e começou a treinar Karatê (estilo Shotokan), aos 14 tornou-se a Faixa Preta mais nova da Sérvia e foi aos 19 que decidiu mudar para um esporte com mais contato e adrenalina: o Kickboxing.
Em 1999, trocou a Sérvia, abalada por conflitos na região balcânica, pelo Brasil com o objetivo de continuar sua carreira no Kickboxing.
Em 2002 fez sua estréia no Boxe, em novembro de 2006 conquistou o cinturão da WIBA (Womens Internacional Boxing Association), tornando-se a primeira brasileira a ser Campeã Mundial de boxe, hoje Duda acumula em seu cartel 8 lutas, todas com vitória sendo 5 delas por nocaute.
Em resumo Duda Yankovich é sinônimo de beleza, simpatia, determinação, inteligência e acima de tudo disciplina para alcançar todos seus objetivos.

AA: O que fez você escolher justamente o Brasil como seu novo lar?
DY: Foi minha escolha na época, tive algumas propostas, mas já conhecia o Brasil de uma viagem onde fui convidada para lutar aqui. Fiquei um mês e me apaixonei pelo país. Era uma opção mais segura por já ter um emprego oferecido (como instrutora de Kick Boxing na época) e também mais desejável, por eu ser uma pessoa que adora sol.

AA: De onde começou essa paixão pelos esportes? Na sua família existe mais algum atleta? Sempre e teve o apoio deles?
DY: Na família sou a única atleta, não tive muito apoio por escolher um tipo de esporte como luta (ninguém gosta de ver a filha fazendo um esforço físico que eu fazia… tomando e aplicando golpes…) mas também a minha família nunca me obrigou a parar ou fazer outra escolha… apenas deixaram rolar.

AA: Você já fez trabalhos como dublê, como modelo e sempre obteve sucesso. Poderia ter escolhido uma dessas profissões. O que fez você optar pelo esporte?
DY: Eu sou atleta, vivo como atleta e gosto disso. Eu faço muita coisa fora disso, mas tudo isso é ou curiosidade, ou vontade de aprender uma coisa nova, ou desafio, talvez até vaidade… mas a minha vida é o esporte. Hoje certamente o Boxe.

AA: Você disse em entrevista, que começou a levar o boxe realmente a sério depois de sua vitória no programa Boxe Brasil, na Band, em 2002. O que foi que mudou em você depois dessa luta?
DY: Mudou que eu nem treinava Boxe antes disso. Era atleta de Kick Boxing, daí eu vi que com um pouco mais de treino e dedicação eu poderia me dar bem no boxe. Afinal o Kick Boxing já estava morrendo e hoje está quase substituído por Vale Tudo e Muay Thai. As pessoas treinam um ou outro mencionado, mas dificilmente procuram o Kick. Já o Boxe é um esporte tradicional… nunca morrerá.

AA: No final da sua luta com a norte-americana Belinda Laracuente, ela reclamou do resultado e pediu revanche. Seu técnico Miguel de Oliveira em entrevista à Rede TV, logo após a luta, disse que essa revanche está aceita. Quando será essa luta e onde? Você achou justas as reclamações dela?
DY: Cada um tem direito de reclamar e faz isso. Era o direito dela. Por mais que tenha aplicado maior volume de golpes, a Belinda acertou poucos e maior número deles na área do abdômen, que era uma parte do planejado, para que ela se aproximasse mais de mim e para que eu pudesse aplicar os cruzados que eu queria. A luta foi levada muito bem, na inteligência, pois a Belinda é uma atleta difícil, muito experiente e muito movimentada, eu tive que pensar muito, ficar calma e não cair na provocação dela. Fiquei concentrada e fiz o trabalho e por isso ganhei sem dúvida nenhuma. Afinal ela não reclamou a derrota, mas a diferença de pontos. Até certo ponto posso dar a razão a ela, mas mesmo se fosse empate ela não ficava com o cinturão, pois quem o conquistou é quem o mantém. A revanche está aceita, mas não sei quando acontecerá e se acontecerá, pois depende da organização deles agora. Eu e meu time, fizemos nossa parte. Eu fui desafiada e defendi meu título, mais do que isso não preciso fazer.

AA: Quando você está próxima a uma luta, o que muda em seus treinos e alimentação?
DY: Os treinos se tornam mais curtos e mais intensos… simulando a própria luta, é feito muito sparring, bastante treinamento de peso com explosão… e também corridas rápidas curtas e intensas. Alimentação? Eu sempre mantenho uma dieta balanceada. Próxima da luta dependo do peso que eu devo ficar, como carboidratos que é complexo para o treino e proteína para “alimentar” a massa magra.

AA: Depois da conquista do cinturão da WIBA, quais são seus próximos objetivos dentro do boxe?
DY: Às vezes eu digo, “é fácil chegar no topo, difícil é ficar lá”. Então para mim, a Duda, nada mudou, eu continuo treinando do mesmo jeito e fazendo as mesmas coisas. Depois de conquistá-lo eu terei de defendê-lo por muito tempo e também tentar unificar com algum dos outros. Então a vida continua do mesmo jeito.

AA: Com o MMA crescendo em todo o Brasil, e hoje tendo nomes de mulheres em destaque como de Cris Cyborg, mesmo sendo você Campeã Mundial de Boxe, já pensou na possibilidade de partir para essa modalidade?
DY: Não pensei… nem penso. Eu respeito MMA (Vale Tudo) e sei o quanto esses atletas precisam de treinamento e dedicação para chegar a uma vitória. Mas acho que cada um fica na sua área. Eu mesma já treinei outras lutas, mas agora me limito apenas ao Boxe. Eu gosto de fazer o que faço bem, me dedicar com tudo. Mas a base de todas as lutas é a mesma. Por mais que sejam muito diferentes, todos nós lutadores buscamos a mesma coisa, superação, desafio, adrenalina, autoconfiança e vitória.

AA: Ser uma mulher bonita, que chama a atenção por onde passa, mais te ajudou ou prejudicou até hoje em ser uma atleta reconhecida pelo seu talento e não por sua beleza?
DY: Eu nunca me vi como uma mulher que seja admirada pela beleza, mesmo porque os gostos são diferentes, não se discute, mais eu não vejo porque a beleza ajudaria na carreira. Eu faço um esporte de alto rendimento físico, de muita habilidade, força, etc. Como a beleza me ajudaria nisso? De jeito nenhum. Agora, após a conquista, o fato de ser uma mulher normal interessa mais as pessoas, elas tem curiosidade para saber se isso é possível e como é possível. Mas isso aí é legal saber, que tem as pessoas admirando esse fato, e eu tento incentivar o maior número de mulheres em primeiro lugar, justamente mostrando que treinar boxe não muda nada na vida, e mais do que nada, não muda o fato de você ser feminina e com certeza mulher.

AA: Você sabe precisar qual o peso de um soco seu?
DY: Nunca medi nada disso… já fui fazer umas besteiras no parque de diversão, mas nada demais. Acho isso totalmente não importante, o que derruba é um golpe perfeito, bem colocado, encaixado e não um golpe forte. Esta é a diferença entre o boxe e a briga de rua.

AA: Já existem lutas marcadas? Para quando e onde?
DY: A próxima luta é de novo para defender o cinturão, será a segunda este ano, contra uma colombiana chamada Paola Rojas. Será no Brasil, mas a cidade e o local ainda não sei.

AA: Você já ouviu perguntas como: “Você sabe lutar mesmo?” ou “Você luta no gel?”. Qual foi a pior das perguntas que já te fizeram? Elas não te fazem sair do sério?
DY: Não me irritam mais, pois é ignorância das pessoas ou maldade. Nenhuma destas coisas deve me irritar, o que me tira do sério é o que é verdade. O que é falado por meus próximos ou pessoas que eu respeito, mas esta pergunta das pessoas que acham que você consegue ser Campeã Mundial tendo um par de olhos azuis, “ai como eu queria… haha”, mas o caminho é muito mais longo e cheio de pedras.

AA: Sobre o filme Menina de Ouro, você acha que é apenas mais uma produção cinematográfica ou que realmente retrata a realidade de uma boa parte de atletas que possuem talento, mas poucas condições para um treinamento de qualidade?
DY: O filme despertou interesse para o Boxe feminino, mas nem 100% positivo. Existem muitos fatos verídicos no filme, como preconceito, não aceitação de uma atleta feminina, dificuldades no esporte, pouco ganho, muito treino, politicagem e traições no meio da organização, isso sim. Mas os fatos que acontecem no fim do filme, e a última luta não são muito prováveis de acontecer. Aliás, eu nunca ouvi falar nada do gênero. E tudo bem, quem conhece Boxe entenderá, e não falará apenas o começo e o fim – Boxe Mata – e isso não pode acontecer. O filme se tornou anti-propaganda deste esporte maravilhoso. Achei um pouco anti-filme também. Não sei…

AA: O que você diria aos homens que ainda possuem preconceito quando vê alguma mulher praticando esportes como Boxe, Jiu Jitsu, Muay Thai, entre outros?
DY: Então, não aceitar mulher neste tipo de treino é meio normal, meio instintivo do homem, mas também é muito machista. Embora me considerem e me chamam de feminista, não sou, acho que diferenças existem e muitas, por isso temos dois sexos, mas a que se fala desse tipo de esporte é uma escolha, cada um pode tentar treinar e ter o melhor resultado possível. Não vejo porque não deixar uma mulher treinar se ela mesma fez a escolha. Ela terá que viver com lados bons e lados ruins deste esporte como em tudo na vida, mas a escolha é só dela e ninguém tem direito de opinar. Igual seria eu falar que não vou comer em um restaurante onde homem cozinha, pois não é natural. Eu conheço muita mulher que nem ovo sabe fritar, então a questão não é sexo, é a escolha… quem faz e quem luta para seu lugar no sol.

AA: Por que as mulheres que ainda possuem algum receio em praticar boxe deveriam deixá-lo de lado?
DY: Muitas tem dúvidas, ouvem muitas lendas, etc. Concordo que nem toda mulher deve lutar mesmo, enfrentar o ringue, pois este é o passo para aquelas que querem mesmo seguir a carreira. A dedicação tem que ser maior, tem seu lado ruim também, mas o treinamento de Boxe em si é uma das melhores atividades para ajudar a ganhar condicionamento físico, resistência, força, etc. Algumas procuram pela defesa que também tem seu papel, mas a maioria deve procurar, este é o meu conselho, pelos benefícios físicos (melhora de físico pessoal) e pelos benefícios mentais (Boxe é um ótimo fator anti-stress), também a mulher que treina uma luta é sempre mais confiante, mais decidida, tem mais atitude. Acho que mulheres devem pensar nisso quando se fala do Boxe e não da lenda estúpida que alguém disse que tem que quebrar o nariz e tirar a cartilagem para começar a treinar o Boxe… “ah… me poupem”…

AA: Finalizando, gostaria de agradecer sua atenção e toda a paciência em nos conceder essa entrevista. E pedir que deixe um recado para todos do Centro de Treinamento Elite Fight.
DY: Tenham atitude!!! Seja no Boxe ou no Balé, seja na luta ou na música. O que conta é a atitude e as pessoas que fazem a diferença. Embora não tenha nada contra, novela das 8 não faz a diferença, nem o ator gato principal. O que faz a diferença são as pessoas do seu lado, que têm atitude, basta olhar!!!

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zulu

Marcelo Santos Martins Gomes, conhecido pelos amigos e fãs apenas por Zulu, aos 26 anos, no alto de seu 1,77m (“isso mesmo, 1,77 na TV parecia muito mais alto”… comentário feito pelo próprio Zulu) e 88 kg esse carioca de Niterói é pura simpatia e sorriso.
Depois de ficar conhecido nacionalmente pela participação do reality show Big Brother Brasil 4, Zulu chama a atenção em qualquer lugar, sendo assediado constantemente por fãs de todas as idades.
Contrariando a imagem já batida de que lutador tem pinta de Bad Boy, ele faz amigos por onde passa, dono de um humor peculiar atormenta todos que o cercam.
Além de ser uma das promessas de medalha no Pan 2007, estreou no MMA com vitória em novembro passado, mostrando para que veio.
Direto do Rio de Janeiro onde se prepara para mais uma seletiva do Pan 2007, Zulu nos concedeu entrevista exclusiva.

AA: Zulu, com que idade você começou a treinar Greco-Romana e de onde surgiu o interesse por essa modalidade de luta?
MZ: Comecei a treinar luta olimpica estilo livre em 1997, pq eu treinava luta livre esportiva e acreditava que com a luta olímpica iria melhorar meu rendimento em competiçoes de LLE. Só em 2000 que resolvi me dedicar exclusivamente a Greco-Romana, por influência dos meus companheiros de treino.

AA: Sabemos que você é uma esperança de medalha no Pan 2007, mas ainda estão na seletiva, no Pan de 2005 você ficou em quarto lugar, qual sua expectativa para o Pan do Rio? Qual a próxima luta?
MZ: As vagas do Pan ainda não foram decididas, apesar de haver favoritos, nenhuma vaga foi decidida ainda. Isso acontecerá agora dia 31 no campeonato brasileiro. Toda competiçao é uma caixa de surpresas, principalmente jogos, onde os atletas dão a vida pelo País! Mas pretendo competir de igual pra igual com os favoritos (Cuba e EUA).

AA: Em entrevista sua, ano passado, para um site você disse que estava cansado de apenas abrir os eventos de MMA lutando Submission, o que te levou a querer treinar Vale Tudo???
MZ: Sempre foi um sonho pessoal meu, quando comecei a treinar LLE visava um dia subir no ringue!! Acabou que realmnte subi e gostei!! Hehehehe!

AA: Morando em Curitiba há pouco mais de 1 ano, você já sente-se totalmente adaptado? Qual foi a pior coisa para sua adaptação?
MZ: Eu fui de maluco pra Curitiba, sem conhecer ninguém, incentivado pelo meu companheiro de BBB o finado Buba. A Chute Boxe me recepcionou como irmão, no primeiro dia que estava lá já me sentia na família! Depois disso o resto foi moleza! E claro, bastante casaco pro frio!! Hehehe!

AA: Sabemos que a Chute Boxe é uma das melhores academias do Brasil, mas o que te fez tomar a decisão de largar o Rio de Janeiro?
MZ: Visitei a academia em dezembro de 2005, tive uma conversa com Mestrão Rudimar e com Mestre Rafa. Depois disso eu tava decidido a ser um Chute Boxer!!

AA: Como não poderia deixar de ser, teremos que falar da sua participação no BBB. Lembro-me que de dentro da casa você disse ao Pedro Bial “que sua intenção em participar do programa seria para divulgar a luta Greco-Romana e conseguir patrocínio”. Você conseguiu alcançar seus objetivos? Ser ex-BBB ajudou você de alguma forma como atleta?
MZ: Claro, ajudou muito. para um atleta, exposiçao na midia é ótimo e eu fiquei 7 semanas em horário nobre!!! Hahahahaha! O esporte realmente foi divulgado e continua sendo em cada competição que participo! Pra mim foi bom e está sendo bom as consequências do programa!

AA: Na sua primeira luta de vale tudo contra o experiente Cristian Tide (Ponto 1) você venceu por decisão dos juízes. Como você avalia essa sua estréia?
MZ: Nao lutei 1/3 do que tava treinando na academia, mas vitoria é vitoria! Achei engraçado, o Cristian é um completo louco!! Roubou a cena no vale tudo!!! Hahahahaha!!!

AA: Você foi um dos lutadores participantes do 1º Elite Fight Combate, participando de uma luta de submission, como você avalia o evento?
MZ: Não tinha prorrogação, como no tempo previsto não houve pontos o árbitro Jorge Patino decidiu pelo empate! A competição foi muito bem organizada e com lutas de alto nível!

AA: Você sabe que é um ídolo para muita gente, e principalmente para meninada que está começando agora. O que você diria para esses pequenos atletas? Qual o conselho que você dá para eles?
MZ: A vida de atleta é dura! Dedicação e força de vontade é tudo!! Mantenham-se humildes nas vitórias e fortes de cabeça erguida nas derrotas!

AA: E para finalizar, queria agradecer a sua paciência e a boa vontade em dar essa entrevista e quero te pedir para mandar um recado para o Joel Jr e todo o pessoal do Centro de Treinamento Elite Fight.
MZ: Eu que agradeço pelo espaço que vocês me dão!!! Joel e todo Centro de Treinamento Elite Fight estão de parabéns!!! Estamos juntos nos próximos eventos!!! Grande abraço à todos!

Não percam neste domingo 25, à partir das 09:30 super matéria com Zulu no ESPORTE ESPETACULAR da Rede Globo. Em breve divulgaremos novidades entre Zulu e o CT Elite Fight.

Valeu Zulu, Força Guerreiro!!! Rumo ao Pan…

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